Conheça Zagor

Personagem de Western criado por Guido Nolitta

Zagor
Zagor é um personagem de Banda Desenhada (de história em quadrinhos), criado em 1961 e originalmente publicada na Itália. Ele é um personagem de western que habita na lendária Floresta de Darkwood e atua nas aventuras com seu inseparável amigo Chico.
O nome Zagor é uma abreviação de Za-gor-te-nay, ou seja, “O espírito da machadinha” (em dialeto dos índios algonquinos).
Zagor fica orfão ainda bebê, quando seus pais — Mike Wilding, um ex-oficial do exército americano (que largara tudo para viver como um desbravador), e Betty — são massacrados por Um grupo de índios (abenakis), liderado por um renegado chamado Salomon Kinsky. Antes de morrer, Mike o joga no riacho que passa atrás de sua casa. Recolhido e salvo por um andarilho, Wandering Fitzy, o rapaz cresce com um único pensamento: vingar o pai matando quem o matou.
Até aí nada de original, pois várias histórias passadas no tempo da conquista do Oeste tiveram a mesma origem. O que a torna original é o seu surgimento a partir de um fato banal em histórias de bangue bangue. Em sua busca por vingança, Zagor capta os ensinamentos de Wandering Fitzy, que é um poeta, um filósofo e um homem livre das convenções e hipocrisias dos civilizados. Ele havia renunciado até mesmo às armas e defende-se e caça usando apenas uma machadinha, um símbolo que viria marcar o futuro herói. E a figura desse conselheiro acabaria por se transformar, aos olhos de Zagor, na imagem do herói moderno na sua busca incansável da própria identidade.
Quando Zagor consuma a sua vingança, ela tem um sabor amargo e cruel, pois descobre que o pai que ele tanto idealizou odiava os índios e, enquanto servia no exército, fora um dos mais ferozes exterminadores. Como para se redimir do sangue inutilmente derramado para satisfazer seu espírito de vingança, Zagor consagra à sua vida a tarefa de “contribuir para que a paz reine neste grande país atormentado pela violência”.

zagor

Ao perder seus pais passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na região dos Estados Unidos conhecida por “As 13 Colônias”. Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes e por seu grito de guerra (um característico “AAHHYAAKK!”) o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitu.
Declarando-se “enviado de Manitú”, ele domina as tribos indígenas da região, que lhe atribuem qualidades semi-divinas como imortalidade e invencibilidade. Patrick os faz acreditar que ele é uma espécie de semi-deus, enviado pelo Grande Espírito em pessoa para manter a paz na região, e em mais de uma ocasião recorre a truques de ilusionismo para exibir suas qualidades sobrenaturais aos peles-vermelhas. Patrick então ganha e adota o nome Zagor (Za-gor-te-nay ou “Espírito da Machadinha”), que os índios lhe dão pelo modo que ele utiliza a arma.
Zagor defende os índios da ambição dos brancos, mas também é conhecido e estimado por quase todos os cara-pálidas que vivem nos arredores de Darkwood. Seus inimigos, porém, o acusam de ser um “renegado” por defender a população indígena da região.
O ambiente das histórias é o velho oeste, mas Guido Nolitta (Sérgio Bonelli) inseriu alguns elementos fantásticos, assombrações, ficção científica, e coisas do gênero. O verdadeiro nome de Zagor é Patrick Wilding (conforme os leitores italianos puderam constatar ao ler o Zagor Speciale n.7 (A Lenda de Wandering Fitzy), Zagor n.5 pela Mythos).

O símbolo de Zagor é uma águia estampada em sua camisa vermelha, semelhante a de outro herói da mesma época, Tex. Mas, ao contrário do seu colega ranger (cujas aventuras se passam na segunda metade do século XIX), as histórias de Zagor se passam anos antes, na década de 1830. Na verdade, o autor, Sergio Bonelli, para evitar ligar cada episódio de Zagor a um momento bem preciso de sua vida pessoal, sempre deixa de dar destaque a qualquer referência temporal sobre o percurso do herói. Por isso, datas e referências históricas mais precisas são sempre evitadas na série.

Os primeiros episódios de Zagor saíram em formato “striscia” (“tira”), que eram aquelas revistinhas do tamanho de um talão de cheque, bastante populares nos anos 50 e 60, inclusive no Brasil. A primeira aventura saiu no país da bota em 15 de junho de 1961. Foram publicadas quatro séries em formato “striscia”. A primeira série foi publicada entre 15 de junho de 1961 e 25 de novembro de 1962. Posteriormente essas “tiras” foram reunidas e republicadas na série “Zenith Gigante” (a partir do no. 52).
Por que o codinome “Espírito da Machadinha”? Porque Zagor habitualmente combate usando como arma uma espécie de machadinha (na verdade, um tomahawk) feita de pedra com cabo de madeira. Não obstante traga uma pistola na cintura, geralmente evita usá-la, preferindo lutar com as chamadas armas brancas ou com as mãos nuas.
zagorO herói não despreza o uso do revólver, símbolo do caubói. O encontro casual com os Sullivan, uma simpática família de saltimbancos, faz com que ele adote uma estranha roupa colorida. Para impressionar amigos e inimigos, cerca-se de uma aura de mistério. Agora, como um Rei de Darkwood, da mesma forma que o Rei das Selvas (Tarzan), Zagor torna-se o seu guardião e até mesmo adota um grito, uma arma psicológica para gelar o sangue dos oponentes. Apesar de limitadas no ambiente de Darkwood, as aventuras de Zagor não são apenas mais um faroeste, pois trazem discussões atuais como o poder do dinheiro e a violência. Como se trata de uma obra bastante imaginativa, Darkwood aparentemente fica no Oeste americano da metade do século XIX, uma época primitiva onde a industrialização ainda não se encontra presente. Entretanto, nas aventuras do Espírito com a Machadinha não é raro se ver máquinas voadoras, robôs, mísseis e armas automáticas. Toda essa mistura serve como motivação para que os autores tratem de temas atuais, daí o fascínio que Zagor tem para os jovens leitores de todas as partes do mundo. Ao lado de Zagor, nesse mundo impalpável, combate um personagem muito bem delineado, o engraçado Chico, que, na realidade, se chama Felipe Cayetano Lopez y Martinez y Gonzalez, etc… É o toque leve da aventura, bem ao gosto dos antigos filmes de caubói, que não dispensavam um “palhaço” para aliviar a tensão, após tantas e tantas emoções e perigos. Aí está o Sancho Pança, o fiel escudeiro de Dom Quixote, um dos elementos da composição do personagem. Pusilânime, ocioso, pândego, convencional, preguiçoso, o contrário do herói, a negação da aventura! Mas a afetuosa amizade que o liga a Zagor lhe impede de realizar seus sonhos (senão em raros momentos de descanso na cabana de Darkwood) e o obriga a seguir o companheiro em perigosos empreendimentos e temerárias peregrinações. Desafoga-se ralhando com o amigo que, às vezes, se esquece de fornecer-lhe alimento e recorre a ingênuos estratagemas para obter comida e bebida não importa de quem. Rude, mas astuto, de uma sapiência popular marcada pelo bom senso e pela sagacidade ao salvar a vida do amigo por diversas vezes.

Curiosidades:

Como se pronuncia “Zagor”? É interessante notar a pronúncia do nome do personagem: No Brasil, pronuncia-se Zagôr. Em Portugal, Zágór. Mas como na Itália, seu país de origem, é Zágor, pressupõe-se correto pronunciar o nome deste herói com a primeira sílaba do nome mais forte.
Originalmente, Zagor deveria se chamar Ajax, como o famoso herói grego, mas Bonelli descobriu que Ajax (a pronúncia é ‘aiaks’) era o nome de um detergente. A palavra, contudo, permaneceu no grito de guerra de Zagor, que soa como “AAHHYAAKK!”.

O nome “Za-gor-te-nay” é apontado como sendo a versão do dialeto do povo Algonkino para “espírito da machadinha”. Na HQ, o nome foi inventado pelo próprio Zagor. Mas na realidade a expressão é uma invenção de Bonelli e nada tem a ver com o dialeto algonkino. A sílaba “ZA” vem de “Za-La-Mort”, herói do cinema mudo italiano, e a sílaba “GOR” deriva provavelmente de “Gordon” (Flash Gordon).

Guido Nolitta – Criador de Zagor e Mister No

Guido NolittaGuido Nolitta, o pseudônimo de Sergio Bonelli, é o próprio filho de G.L. Bonelli. Nascido a 2 de dezembro de 1932, em Milão, na Itália, desde pequeno Sergio freqüentava a editora dirigida por sua mãe, Tea Bonelli, a Redazione Audace. Em 1957, concluídos os estudos, assumiu a direção da empresa, que agora tinha o nome de Edizioni Araldo.
Em 1960 deu o pontapé inicial a Zagor, com desenhos de Gallieno Ferri, cuja primeira história saiu em 1961, publicação que logo conquistou um grande sucesso junto ao público italiano. Foi autor das histórias de Zagor até 1980.

Personagens

O Companheiro de Aventuras
Chico• Chico (Dom Felipe Cayetano Lopez Martinez y Gonzales)
O gorducho mexicano além de ser o melhor amigo de Zagor também contrabalança as histórias com seu alto grau de comicidade uma vez que está sempre faminto, fazendo com que ele pense com o estomago ao invés da cabeça.

Amigos
Amigos
• Tonka (Cacique dos Mohawk)

• Bat Batterton (Detetive) Detetive particular à la Sherlock Holmes (basta ver suas roupas, inspiradas nas do personagem de Sir Arthur Conan Doyle). Muito hábil para idealizar roupas fantasiosas, mas não consegue enganar ninguém com elas. Apareceu pela primeira vez em Zagor Vecchi n.º 15 – A Emboscada

• Digging Bill – Simpático e maníaco caçador de tesouros. Não lhe interessa a riqueza, pois basta o prazer da descoberta. É um romântico aventureiro que faz da procura pelos tesouros sua filosofia de vida. Em O Tesouro Maldito (Zagor Globo 1), Dig vai à caça de tesouros munido de documentos, como faria um meticuloso estudioso. Apareceu pela primeira vez em Zagor Vecchi n.º 24 – As Hienas do Mar

• Doc Lester – Ex-dentista que se tornou trapper. É um dos mais íntimos amigos de Zagor, com o qual viveu inúmeras aventuras. Apareceu pela primeira vez em Zagor Vecchi n.º 04 – Os Caçadores de Homens

• Guitar Jim – Meio-herói, meio-vilão, anda sempre com sua inseparável guitarra. Embora tenha uma aparência de simpático canalha, é atualmente um grande amigo de Zagor. Nas primeiras aventuras, contudo, foi duramente perseguido por Zagor. Tornou-se seu amigo no número 100 da série (O meu amigo Guitar Jim – Zagor Vecchi 2). Na história “A Volta de Guitar Jim” (Zagor Record 4) pediu a ajuda de Zagor, após ter-se metido em enrascadas, para ajudar Rowena Bloom, chantageada por Mr. Dorn Apareceu pela primeira vez em Zagor Vecchi 02 – Guitar Jim

• Frida Lang

• Drunky Duc Batedor indiano de Forte Pitt e carteiro de Darkwood. Leva totalmente a sério seu trabalho e cria os métodos mais disparatados para entregar as correspondências. Junto com Chico, tramam diabólicos estratagemas um contra o outro. (é um índio que trabalha de carteiro e cria os métodos mais “revolucionários” de entrega para que possa rapidamente se dedicar a sua atividade preferida: beber.)

É claro que temos outros companheiros de aventuras importantes e exóticos como os irmãos Sullivan, o ‘guru’ Ramath, o “aviador” Icaro La Plume, entre tantos outros.

Inimigos

Inimigos
• O Alienígena
• Arqueiro vermelho
• Hellingen
• Homem lobo
• O homem pintado
• O Homem puma
• Iron-man
• Kandrax
• O monstro do pântano
• Mor Timer
• O mutante
• Nat Murdo
• Titan
• O Rei das águias
• Super Mike
• O sósia
• Barão Rakosi
• O homem alado
• YETI!
• Thunder man
• Timber Bill
• Nakawa
• Cofin, o matador

Autores

• Guido Nolitta (pseudônimo de Sergio Bonelli)- criador e roteirista
• Gallieno Ferri – criador, roteirista e desenhista
• Moreno Burattini – roteirista
• Mauro Boselli – roteirista
• Alfredo Castelli – roteirista
• Rafaelle Della Monica – desenhista
• Stefano Andreucci – desenhista

Publicações no Brasil

Revistas Zagor

Na esteira do grande sucesso de Tex nos anos 70, a Editora Vecchi resolveu apostar em um novo herói vindo da Terra da Pizza. De nome diferente e mais parecendo uma mistura de Fantasma, Tarzan e Cowboy Zagor logo caiu nas graças dos leitores, muito pelas histórias bem boladas e também pelo carisma do barrigudo Chico. Foram publicadas 55 edições mensais de Zagor, de 1978 a 1983, num formato menor que o italiano (13,5 x 17,5cm). O número um trazia o episódio A Origem de Zagor.

A falência da Vecchi interrompe a publicação dos quadrinhos Bonelli no Brasil. O último gibi de Zagor, saiu no mês de maio de 1983, deixando sem conclusão o episódio A Pista do Oeste, frustrando seus inúmeros fãs.

Pouco tempo depois Zagor apareceu novamente nas bancas brasileira pela Editora Rio Gráfica, ou RGE. No número vinte e cinco a RGE passa a ser Editora Globo e dá continuidade a publicação de Zagor. O trabalho desenvolvido pela Editora Globo não foi dos melhores, e Zagor só durou 38 episódios e o especial; SATKO, A SAGA DE UM GUERREIRO. Um dos pecados cometidos pela Editora Globo foi não ter dado seqüência a numeração começada pela Editora Vecchi.

Em 1989 a Editora Record resolveu investir em Quadrinhos e começou a publicar as histórias de Zagor. Num projeto ousado, com material de qualidade, capas plastificadas, inovou com o formato italiano de 15,0 cm por 21,0 cm e conseguiu publicar Zagor até 1995. Foram sessenta e quatro edições mensais, mais duas EDIÇÕES ANUAIS, sete edições de Zagor Especial (correspondente à série italiana “Tutto Zagor”) e sete Zagor Extra, da série especial italiana “Cico Story” (“A Origem de Chico”). Atendendo a pedidos coube a Editora Record publicar o término do episódio A Pista do Oeste que a Editora Vecchi havia deixado sem conclusão, mas acabou cometendo o mesmo erro ao deixar o último episódio Pequenos Assassinos sem o término da história. Devido aos problemas de ordem econômica que o país atravessava naquele ano com a implantação do Plano Real, ocasionando pequeno volume de venda, e os vários títulos colocados no mercado, (além de das quatro revista de Zagor a editora Record também publicava as aventuras de Mister No, Dilan Dog, Martin Mistery, A História do Oeste e Natan Never), a editora encerrou suas publicações, ficando decepcionados mais uma vez os fãs de Zagor, Chico, Mister No, Natan Never e Martin Mistery.

Em 1999 uma nova editora resolveu apostar no carisma de Zagor. Por estar publicando as histórias de Tex, a Editora Mythos publicou inicialmente três episódios e o especial VINGANÇA VODU para testar o mercado e ver o volume de tiragem, mas parou. Em 2001 esta mesma editora voltou a publicar regularmente as revistas do Zagor dando seqüência a numeração já existente e atualmente vai indo muito bem. Em 2004 é lançada a série ZAGOR EXTRA, com histórias selecionadas e que caíram imediatamente no gosto dos leitores, criando uma parceria com a Bonelli Comics conseguindo que histórias inéditas sejam lançadas simultaneamente na Itália e no Brasil. Também é lançado periodicamente as AVENTURAS DE CHICO mas ficou somente nos dois primeiros números. Atendendo a pedidos dos seus inúmeros leitores a editora lança a edição Zagor Especial, trazendo completa a histórias Pequenos Assassinos deixada sem conclusão pela Editora Record, criando dessa maneira uma nova série que é publicada semestralmente. Em 2008 em comemoração aos 30 anos de Brasil é lançada a edição especial ZAGOR 30 ANOS DE BRASIL, trazendo de bônus todas as capas publicadas pela editora na série normal.

Veja as revistas no site

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zagor
http://zagorgigante.blogspot.com/
http://texbr.com/zagor/origem.htm
http://www.guiadosquadrinhos.com/personbio.aspx?cod_per=2124
http://www.reisdofaroeste.com.br/zagor/zagor_fase.html
http://www.mundohq.com.br/site/detalhes.php?tipo=3&id=28
http://vozdovaleonline.com.br.nrserver10.net/blog/?p=983

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