Saino a percurá – Ôtra vez, de Lelis

Livro do mineiro Lelis, foi lançado mês passado pela Zarabatana

Saino a Percurá - Otra vez de Lelis

A Zarabatana lançou em julho de 2011 Saino a percurá – Ôtra vez (formato 21 x 28 cm, 96 páginas coloridas, preço ainda indefinido), do mineiro Lelis.
O livro foi publicado pela primeira vez em outubro de 2001 (confira aqui uma resenha), de forma independente e com o apoio da lei de incentivo à cultura de Minas Gerais. Mas esta nova versão tem o dobro de páginas, HQs inéditas e outras publicadas em antologias nacionais e estrangeiras, nos últimos 15 anos.
As histórias do álbum têm em comum o fato de serem influenciadas pela cultura do norte de Minas Gerais, região onde viveu o autor, com direito ao folclore e ao típico “mineirês”. E tudo no traço belíssimo de Marcelo Lelis.
Em 2001, Saino a percurá ganhou o troféu HQ Mix de Edição especial. Três anos depois, foi lançado na Espanha, com o título Yendo a Buscar. Agora, mais leitores brasileiros poderão conhecer este grande trabalho.

Sinopse: As histórias presentes em Saino a Percurá são influenciadas pela cultura do norte de Minas Gerais, região onde viveu o autor Marcelo Lelis, com todo folclore e linguajar (com direito a palavras novas “à la Guimarães Rosa”).

Abrindo o álbum está a história-título, Saino a Percurá. Nela, as estrelas são animais antropomorfizados que vivem na fazenda do humano Juca Chibungo. Lelis conta a vida de Jão Tadim. Fruto do cruzamento de um pato e uma galinha, ele é uma espécie de “patinho feio” mineiro, que tem de lidar com as gozações dos bichos da fazenda.

Em seguida, vem Neo Liberal 2, história vencedora do primeiro prêmio da 3ª Bienal Internacional de Quadrinhos, que nunca havia sido publicada. São quatro páginas com a trama de um “cabra” empenhado em tirar uma linda garota da prostituição.

Mudernidades encerra o álbum. São 20 páginas sobre como o “vaquêro” Jovino de Tião Ferrêra, “cumpadi” do narrador, acabou endoidecendo por conta de um mal desconhecido. Uma pista: tem formato retangular, uma tela medida em polegadas e volta e meia faz “plim-plim” nos intervalos…

Além das histórias, é possível apreciar a arte de Lelis numa série de rascunhos em preto e branco de pessoas, animais e situações, devidamente presentes nas páginas internas da capa e contra capa.

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