Pateta: 80 anos, parabéns!

“Nascido” em 25 de maio de 1932, o personagem da Disney,Pateta, completou 80 anos nesta semana

Parabéns Pateta! 80 anos!

Uma das figuras mais queridas de todos os tempos, Pateta (seu nome original era Dippy Dawg e é chamado em inglês de Goofy) é um cão da raça Bloodhound (nativo da Austrália), fez 80 anos. Foi em 25 de maio de 1932 que o personagem estreou, no curta animado Mickey’s Revue. Um coadjuvante qualquer seria, no meio de uma plateia de semelhantes, não fosse sua risada típica (provida pelo lendário Pinto Convig), que chamaria de imediato a atenção de Walt Disney e o inscreveria nas produções seguintes de Mickey, integrando-o à turma que já contava com Minnie, Clarabela e Horácio.

Paul Murry, um desenhista dos estúdios Disney, inspirou-se num cão nativo da Austrália para criar o Pateta. Mas do espertíssimo cão australiano ficou apenas a figura. Porque a graça do Pateta consiste justamente nisto: ele não é nada esperto.
Mas, em compensação, é um grande trapalhão, arrumador de encrencas e o maior despreocupado do mundo: nada, absolutamente nada parece perturbar o Pateta. Por mais confusões que ele crie, vai sempre em frente, sem perder seu eterno bom humor. E, mesmo assim, às vezes, quem ajuda o Mickey a resolver um complicado mistério é próprio Pateta.

Mickey Mas são justamente essas qualidades que tornam o Pateta um dos mais queridos personagens de Walt Disney e o grande amigo do Mickey, de todas as horas e todas as aventuras.

Pateta possui um filho, Max, e o alter-egos super-heróicos Superpateta (paródia do Superman) e Jaime Scond (paródia de James Bond).

Mickey's Revue - Primeira aparição de Pateta

Mickey's Revue - Primeira aparição de Pateta

O personagem de Pateta foi criado em 1932, com o nome de Dippy Dawg, como co-representante na curta “Mickey´s Revue” dirigido por Wilfred Jackson, no papel de um integrante da platéia irritante por sua atitude imprópria e sua risada escandalosa. Porém, o que parecia ser apenas um personagem mediana num papel insignficante acabou por levá-lo às graças de Walt Disney justamente por sua risada característica, desenvolvida junto a Pinto Colvig (roteirista e palhaço), com quem trabalharia até 1965. A partir de então, Pateta começa a participar de um número cada vez maior de trabalhos e, rapidamente, torna-se um dos melhores amigos de Mickey Mouse.

Enquanto Dippy Dawg, o personagem atuou sempre como co-representante. Em 1934, porém, ao aparecer em “The Orphan´s Benefit“, fixa sua imagem como personagem oficial do primeiro escalão da Turma do Mickey e muda seu nome para Goofy. Contudo, foi apenas no dia 17 de março de 1939 que Pateta conseguiu seu primeiro trabalho solo.

É a animação “Goofy and Wilbur“, dirigida por Dick Huemer. A história girava em torno de Pateta e seu animal de estimação Wilbur, um gafanhoto, em um dia de pescaria.

Posters de "Orphan's Benefit" e "Goofy and Wilbur"

Posters de "Orphan's Benefit" e "Goofy and Wilbur"

Primeira aparição do Pateta

Primeira aparição do Pateta

Pateta na sua primeira curta-metragem. Repare nas diferenças para a personagem que hoje conhecemos
Já na década de 40, Pateta inicia seus trabalhos no estilo “Como fazer….”, ensinando desde “Como Dormir” até “Como Esquiar”, nesses trabalhos Pateta atrapalhadamente, mas sempre determinado, nos ensina, ou pelo menos tenta, a realizar as mais diversas tarefas. Com pouca fala e sempre com a ajuda de um narrador que interage com o personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos todas as personagens têm a fisionomia de Pateta. De 1940 a 1950 já haviam 48 desenhos do Pateta, além de aparecer em outros diversos junto a Mickey Mouse e Pato Donald. Além do Pateta Olímpico, a série “Como fazer…” inspirou várias séries de quadrinhos especiais do Pateta, como a produzida no exterior e conhecida no Brasil por “Pateta faz História”, na qual ele sempre representa um personagem histórico: Cristóvão Colombo, Leonardo da Vinci, etc.
Depois do desenho “Aquamania” (1961), Pateta “aposentou-se”, só aparecendo numa ponta em Who Framed Roger Rabbit (1988).

Turma do Pateta

Turma do Pateta

Nos anos 90, Pateta conseguiu sua série de TV chamada “Goof Troop” (no Brasil, “A Turma do Pateta”). Na série, ele vive com seu filho Max e seu gato Panqueca, além do vizinho Bafo-de-Onça. “Goof Troop” levou aos filmes “A Goofy Movie” (1995) e “An Extremely Goofy Movie” (2000), além de um jogo para Super NES.
Também apareceu no programa infantil para TV “Mickey Mouse Clubhouse”. Recentemente, Pateta tornou-se um dos protagonistas da série de videogame Kingdom Hearts.

Mickey's Service Station

Mickey's Service Station

Em “Mickey’s Service Station“, dirigido por Ben Sharpsteen e lançado em 16 de Abril de 1999 é que se inicia a clássica formação “Mickey, Donald e Pateta”, que se repetiria diversas vezes. Nesse estilo de comédia, os três sempre se defrontam com uma situação principal e, ao longo da aventura, o foco narrativo se divide em três, acompanhando a trajetória de cada um separadamente e unindo-se novamente no final. É o estilo utilizado também em “Clock Cleaners”, lançado em 15 de Outubro de 1937 e “Lonesome Ghosts”, 24 de Dezembro de 1937. Ao longo do tempo, a participação do Mickey nas animações diminui em detrimento de uma maior participação de Pateta e Donald. A razão era que, enquanto Donald era mais facilmente irritável e Pateta se tornava cada vez mais desligado, Mickey ia se tornando cada vez mais equilibrado e sem defeitos, sendo o porto seguro do trio. Então os artistas do Estúdio acharam que era mais fácil bolar novas aventuras para Pateta e Donald do que era para Mickey, chegando ao ponto de tornar as aparições de Mickey desnecessárias e não interessantes para o público. “Polar Trappers”, lançado no dia 17 de Junho de 1938, foi o primeiro trabalho de Pateta e Donald como uma dupla. Mickey voltaria ao grupo original em “The Whalers”, lançado em 19 de Agosto de 1938, mas essa seria a última produção da década de 30 a trabalhar com os três juntos.

Clarabela e Horácio

Clarabela e Horácio

Assim como Mickey e a Minnie e Pato Donald e Margarida, Pateta não tem nenhum par romântico, apenas no filme do Pateta 2 que o Pateta tem o par romântico com a professora da sua escola, e também nos desenhos antigo o Pateta é casado com uma mulher humana que o seu rosto não é mostrado, nos desenhos atuais como Point do Mickey, Pateta tem um par romântico com a Clarabela a namorada do Horácio.

PATETA NO BRASIL

Pateta Brasil

Com grande popularidade, Pateta tem sido presença constante nos quadrinhos Disney no Brasil. Devido a popularidade dos seus desenhos em que ensina a praticar esportes e que sempre são exibidos na TV, ele foi escolhido pelos artistas brasileiros como o protagonista da primeira história Disney especial publicada pela Editora Abril (de mais de 30 páginas e na qual aparecem todos os personagens Disney de destaque, exceto os clássicos históricos) sobre as Olimpíadas.

Pateta nas Olimpíadas - O Roubo da Tocha Olímpica

Pateta nas Olimpíadas - O Roubo da Tocha Olímpica

A história foi chamada de Pateta Olímpico (publicada em 1972, por ocasião das Olimpíadas de Munique). O Pateta Olímpico era o Pateta de sempre, que se entusiasma pela Olimpíada e resolve se inscrever como maratonista, numa competição de Patópolis patrocinada pelo jornal do Tio Patinhas. Ao vencer a prova, se classifica para a mesma competição nas Olimpíadas oficiais. Curiosamente, nos anos 90 seria lançado o Sports Goofe que lembra o Pateta Olímpico, mas produzido no exterior e como sendo um novo personagem, primo do Pateta.
O Pateta chegou a ser agraciado com uma revista própria da Editora Abril nos anos 90. Foi um dos personagens em O Grande Livro Disney e astro principal do Manual dos Jogos Olímpicos.

Super Pateta

Super Pateta

SUPER PATETA

Em 1965, já estabelecido nos “comic books” (os populares gibis americanos), o pacato Pateta virou também um super-herói.
Esse personagem americano foi o primeiro super-herói da Disney e tem poderes semelhantes ao do Super-Homem. O Pateta ganha seus super poderes quando come os super-amendoins que crescem em seu quintal, a planta tem esse efeito pois foi irradiada por um meteoro.
Os poderes dele tendem a acabar em momentos muito inapropriados e cômicos, por isso ele geralmente leva amendoins extras guardados no chapéu, mas às vezes esquece e tem que se virar sem eles em meio a uma confusão. Lembrando que com ou sem poderes ele é sempre o mesmo trapalhão. Ele atua em qualquer lugar do mundo que precise, mas age geralmente em Ratópolis.

Seu uniforme é um tipo de ceroula vermelha, daquelas de corpo inteiro com uma abertura abotoada atrás e uma capa azul, além dos sapatos e chapéu que usa normalmente em ambas as identidades.
As aventuras do Superpateta foram criadas por Del Connell e Paul Murry, em 1965, estrelando uma série americana própria até 1984. Seus primeiros inimigos foram o Doutor Tic-Tac, Doutor X e o Doutor Estigma. Durante os anos 70 e 80 teve várias histórias produzidas no Brasil, inclusive uma especial em que ele enfrenta o sinistro doutor Kanhestro (publicada em dezembro de 1975).

GILBERTO E SUPER GILBERTO

Gilberto e Super Gilberto - Sobrinho de Pateta e Super Pateta

Gilberto e Super Gilberto - Sobrinho de Pateta e Super Pateta

Gilberto é aquele sobrinho inteligente do Pateta. Ele existe apenas nos “comic books” (os populares gibis americanos) da Disney, já que nos desenhos animados o Pateta é acompanhado pelo filho, Max.

Em 1966, na revista “Super Goof” no. 5 (no Brasil, “Mickey” 175, de 1967), Gilberto se transformou em um super-herói, Supergil, para ajudar o tio, que também levava uma vida dupla como o Superpateta. Também chamado de Supergil, esse personagem criado nos EUA é o Gilberto, o sobrinho gênio do Pateta. Age principalmente em Ratópolis.

Seus poderes têm a mesma origem e são iguais aos do seu tio, o grande diferencial do Supergilberto é que ele geralmente usa sua inteligência para resolver melhor as situações em que se envolve.

MAX – FILHO DO PATETA

Max, filho do Pateta

Max, filho do Pateta

Max, filho do Pateta, é um personagem fictício. Apareceu pela segunda vez na série de televisão A Turma do Pateta.Max também participa no filme spin-off (A Goofy Movie) (1995) e sua sequência An Extremely Goofy Movie (2000); Mickey’s Once Upon a Christmas (1999) e sua sequência Mickey’s Twice Upon a Christmas (2004); e a série de TV de 2001 A casa de Mickey Mouse.

Max é um dos poucos personagens de cartoon, que não possui uma única idade em encarnações anteriores, mas aparece próximo do tempo real. Ele foi descrito como com 11 anos de idade em A Turma do Pateta, como um adolescente em A Goofy Movie, e mais recentemente, em An Extremely Goofy Movie e A casa do Mickey, como um jovem adulto.


PATETA FEZ E FAZ HISTÓRIA

(Texto de Tiago Souza | Revista Interlúdio – Jan/2012)

Pateta faz história

Embora hoje seja considerado um dos três personagens principais dos estúdios Disney, junto com Mickey e Donald, Pateta era odiado por Walt Disney. Um personagem bobo, apenas fazedor de besteiras sem sentido.
Nos anos 40 e 50, o criador do estúdio que leva seu nome cogitava constantemente paralisar a produção dos curtas estrelados pelo personagem. Só não o fazia para manter seus desenhistas ocupados no abalo do pós-Segunda Guerra, quando o estúdio entrou em declínio. A informação consta na biografia de Disney, escrita por Neal Gabler, lançada no Brasil em 2009 pela Novo Século.
Nos quadrinhos não era diferente. Personagem de primeira linha, mas que não alcançava status para histórias ou publicações próprias, mesmo em sua terra natal. Tal fato mudaria apenas nos anos 70. A Western Publishing, então licenciada nos Estados Unidos para desenvolver, imprimir e exportar aventuras da Disney, não estava dando conta da demanda e passou a contratar estúdios para o trabalho. O estúdio do animador e quadrinista argentino Jaime Diaz foi um deles.

O principal trabalho conduzido por ele foi a criação da série “Pateta Faz História”. Ao todo, foram 38 episódios produzidos em duas fases: 17 na década de 70 e outros 21 nos anos 80. Protagonizadas por Pateta, as paródias biográficas não procuram ser deveras fiéis à realidade ou aos personagens da literatura clássica.
Um exemplo é a criação do processo de pasteurização, descoberta do químico francês Louis Pasteur (1822 – 1895). Nos quadrinhos, Pasteur, vivido por Pateta, incendeia mansões e depois toda a Paris para eliminar os micro-organismos existentes no leite.
Outra ferramenta bastante utilizada ao longo da série é a metalinguagem. Em Ulisses, temendo que a história se perdesse, um personagem começa a erguer placas para que Pateta as lesse, como se fossem suas falas. Ao ser indagado por Mickey, o personagem apenas comenta: “Alguém tem que fazer alguma coisa pra tocar esta história para a frente”.
Embora produzidas pelo mesmo estúdio e com praticamente os mesmos artistas, as aventuras dos anos 70 apresentam diferenças em relação às dos anos 80. A primeira série ousava bastante da diagramação das páginas, que tinham como base três tiras cada. Uma mostra clara dessa liberdade gráfica é a página que abre “Tutancâmon”.

A segunda fase apresenta uma estrutura conservadora, com quatro tiras por página e diagramação mais tradicional. A diferença deve-se à mudança de roteiristas de uma década para outra. Os roteiros eram enviados pelo estúdio Disney dos Estados Unidos, o que obrigava os artistas argentinos a serem bastante fiéis à proposta original. Logo a mudança de direção dos roteiros provocou uma mudança também nos desenhos.

Por que o Pateta fala e o Pluto não?

No mundo dos personagens de Walt Disney, os animais são humanizados. Mickey Mouse, Pato Donald e outros personagens, apesar da aparência, são retratados como seres humanos: têm casa, empregos, dívidas e… animais de estimação. Por isso, Mickey, um rato, pode ter um cachorro como animal de estimação, e Pateta pode ser seu amigo, mesmo sendo da mesma espécie de Pluto. Não é o único caso em que aparece esse paradoxo nas histórias da Disney. Minnie, a ratinha que é namorada de Mickey, já teve um gato (!) de estimação. Em algumas histórias mais antigas do Pato Donald, havia patos “reais” nadando em lagos. Segundo os arquivos da própria Disney, “Pluto foi criado como um cachorro de verdade, sem voz, em oposição ao Pateta”. Em algumas histórias em quadrinhos, no entanto, Pluto fala com outros cães por meio de seus pensamentos, mas não se comunica com os personagens “humanos”.

Revistas do Pateta

Pateta no Trânsito

Um dos grandes momentos do Pateta foi no filme “Gosto por Motor”, um desenho animado de fundo educativo. Pateta fez dois papéis diferentes, o Sr. Walker, representando o pedestre, e o Sr. Wheeler, o motorista. O desempenho do Pateta foi tão bom que ajudou Walt Disney, em 1953, a ganhar o Troféu Beyer, pelo melhor filme sobre segurança de tráfego e uma placa em sua homenagem por suas contribuições à segurança das pessoas.

 

Veja revistas dos Pateta

 

fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pateta
http://www.guiadosquadrinhos.com/personbio.aspx?cod_per=9788&nome=Superpateta
http://www.revistainterludio.com.br/?p=1824
http://gibitecamaiscultura.no.comunidades.net/index.php?pagina=1083475835

1 Comentário Pateta: 80 anos, parabéns!

  1. LUIS ANTONIO KLEIN

    Bom dia,
    estou em busca de uma história de Mickey e Pateta, a qual considero uma das melhores e um exemplo de respeito às diferenças. Mickey organiza a garagem do Pateta de forma racionalmente perfeita. Acontece que depois disto o Pateta não acha mais nada, então o Pateta explica o porque dele colocar o martelo em determinado lugar e faz todo o sentido, para o Pateta. Ser alguém puder me ajudar a localizar esta bela história fico muito grato.

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