Homem-Aranha 50 anos – A criação do Homem-Aranha

No mês em que o Spider-man completa 50 anos, o Blog Mania de gibi publicará série de matérias com a história do Aranha

Homem-aranha 50 anos
O Homem-Aranha (Spider-Man), personagem da Marvel Comics, apareceu pela primeira vez em agosto de 1962, na décima quinta (e última) edição da revista Amazing Fantasy.O super-herói aracnídeo foi criado por três monstros sagrados dos quadrinhos: Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.

A criação do Homem-Aranha

História do Homem-Aranha
História do Homem-Aranha

História do Homem-AranhaEm agosto de 1962, na décima quinta (e última) edição da revista Amazing Fantasy surgiu um novo super-herói que acabaria fazendo história: O Homem-Aranha!
Mas de onde surgiu esta personagem? Como foi o seu processo de criação? Muitos detalhes estão obscuros até hoje, mas sabemos que foi essencialmente produto da criatividade de três pessoas; três monstros sagrados dos quadrinhos: Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko.
Stan Lee, ou melhor, Stanley Martin Lieber, era, naquela altura, o editor-chefe e principal escritor da Marvel Comics. Sobrecarregado de trabalho, bolou um método de escrever quadrinhos rápido e interessante: ele escrevia o roteiro básico da história, normalmente apenas uma ou duas páginas datilografadas. Baseado nestas poucas linhas, o ilustrador desenhava toda a revista. Por fim, o lápis chegava às mãos de Lee, que, então, adicionava os diálogos. Este método, que colocava a toda estruturação das histórias nas mãos dos desenhistas, rendeu mais tarde inúmeros questionamentos sobre qual teria sido a real participação de do então editor-chefe na criação das personagens da Marvel Comics.
Jack Kirby – como ficou conhecido Jacob Kurtzberg – era o principal ilustrador de super-heróis da Marvel e foi, a princípio, o encarregado de desenhar o Homem-Aranha. Porém, embora tenha participado do desenvolvimento inicial do Escalador de Paredes, ele nunca chegou a ser desenhista regular do herói.
Steve Ditko era o principal desenhista de tramas de mistério e suspense da Marvel. Pouco afeito a super-heróis, acabou sendo o primeiro e mais importante desenhista do Homem-Aranha. Além de ser um bom ilustrador, ele era um escritor de talento e – ao contrário de Kirby – chegou a ser creditado como co-roteirista em diversas das histórias que fez em parceria com Stan Lee.
Mas qual foi a participação de cada um na criação da personagem? Bem, todos eles já deram suas versões para os acontecimentos e, a partir delas, tentaremos montar o quebra-cabeça que é a verdadeira história do nascimento do Homem-Aranha.
Segundo Stan Lee, o Homem-Aranha foi baseado – ao menos em nome – na personagem The Spider (O Aranha), protagonista de vários contos baratos das revistas pulps que Lee havia lido ao longo de sua infância. À exceção do nome, porém, o violento justiceiro Spider não partilha qualquer outra semelhança com seu quase xará. O tema Homem-Animal para denominar um super-herói também não era nenhuma novidade, tendo sido usado em personagens como o clássico Batman e até em outra co-criação de Stan Lee da época, o Homem-Formiga.
Pouco depois de ter idealizado o personagem, Lee teve uma longa discussão com o dono da Marvel à época, Martin Goodman, que não aceitava um herói baseado em uma aranha porque as pessoas detestam aranhas! Lee, com sua conhecida lábia, convenceu-o a publicar uma história-piloto na revista Amazing Adult Fantasy – nome de Amazing Fantasy até o número 14 -, que estava prestes a ser cancelada.
Amazing Adult Fantasy era uma das revistas de mistério/suspense da Marvel, desenhada por Ditko. No entanto, Kirby, por sua experiência com super-heróis, foi o escolhido para dar forma ao futuro astro. Segundo Lee, sua idéia era a de que a personagem fosse um adolescente comum e não o tradicional herói imponente e musculoso. Entretanto, ao ver as primeiras páginas de Kirby, Lee deparou-se com um novo Capitão América. Não era bem o que ele esperava! Foi então que decidiu chamar Steve Ditko, mais acostumado a retratar o mundo real do que o épico Kirby. Este, porém, ainda desenhou a capa da revista de estréia do personagem.
Lee não recorda se o distintivo uniforme do personagem fora criado por Kirby ou Ditko, nem maiores detalhes sobre seu surgimento. Não custa lembrar que a memória de Lee é proverbialmente fraca, uma vez ele chamou Bruce Banner (o Hulk) de Bob Banner em uma edição inteira do Quarteto Fantástico!
Kirby, porém, questionava diversos detalhes da história de Lee. Segundo ele, o herói era, na verdade, uma reciclagem de Silver Spider (Aranha Prateada), personagem que criara com seu antigo parceiro Joe Simon em 1953, mas fora rejeitado pela editora Harvey Comics (na época, o conceito de super-heróis estava em baixa). A idéia, seis anos depois, acabou sendo reciclada para a editora Archie Comics como The Fly (no Brasil, Mosca Humana).
Vale mencionar que Simon afirma que Silver Spider fora criado originalmente como Spiderman (sem o hífen do Spider-Man da Marvel) e que os esboços (os mesmos dados por Kirby a Ditko) terias sido desenhado por C.C. Beck (desenhista original do Capitão Marvel da Fawcett!). Há problemas na versão de Simon, já que Jack Kirby dificilmente conseguiria fazer desenhos de Beck passarem por seus (os dois artistas eram tão diferentes quanto óleo e água) e os esboços usados por Simon não condizem com a versão que Ditko dá para o uniforme Kirbyano do personagem.
Afora isso, Kirby alegava ter sido o criador do traje do aracnídeo, embora diversos quadrinhistas questionem essa afirmação, haja vista a roupa não lembrar nenhuma das milhares de vestimentas de super-herói criadas por ele, mas sim as poucas criadas por Ditko. Insistia também que deixou a série por estar com excesso de trabalho – na época, era o responsável por séries como Quarteto Fantástico, Hulk, Thor, Homem-Formiga e numerosas HQs de monstros da Marvel -, porém teria desenhado algumas páginas que serviram de base para a versão de Ditko.
Várias das afirmações deste notável autor são válidas, mas sua memória costumava ser tão deficiente quanto a de Lee…
A solução de tais mistérios ficaria por conta do recluso Steve Ditko. Avesso a entrevistas, ele se absteve de comentar sobre o assunto durante anos, mas um artigo publicado em 1990 lançou nova luz sobre o assunto.
Ditko confirma que Kirby foi efetivamente o primeiro ilustrador designado para a revista, mas saiu por motivos ignorados. Conta ainda que o conceito original era o de um garoto que adquire superpoderes (e corpo de adulto!) graças a uma espécie de anel mágico. Fora um desenho abstrato no peito, nada no traje do herói criado por Kirby lembrava uma aranha embora, ironicamente, guardasse semelhanças com o visual do Capitão América (o que estaria de acordo com a versão de Lee). O protótipo de herói carregava uma arma de teia na cintura, bem diferente dos discretos lançadores de teia que Ditko propôs. O visual de Kirby, baseado em um desenho de Ditko, pode ser visto em outra seção deste livro e é realmente um design muito mais Kirbyano do que o uniforme tradicional do Homem-Aranha.
Nas páginas desenhadas por Kirby (ou C.C. Beck, de acordo com Joe Simon) e descartadas por Ditko, o aventureiro, criado por seus tios idosos como o Homem-Aranha que nós conhecemos, é vizinho de uma espécie de cientista maluco (!) que, subentende-se, teria sido o responsável pelo surgimento de seus poderes.
Como mencionado acima, Ditko ignorou toda essa versão. Tendo retornado, segundo suas próprias palavras, ao roteiro original de Lee, ele refez a história, eliminando idéias como a do cientista e do anel mágico, e criando o uniforme que nós conhecemos hoje. Uma mudança significativa e que, provavelmente, resultou em uma personagem bem mais interessante do que a versão de Lee e Kirby.
Ditko também desenhou uma capa para a revista Amazing Fantasy 15, que acabou sendo rejeitada por Lee e, ironicamente, redesenhada por Kirby. Assim, este acabou sendo o capista da edição.
Embora Amazing Fantasy fosse cancelada após essa edição, o herói atraiu interesse suficiente para ganhar um título próprio, Amazing Spider-Man, que seria co-escrito por Lee e Ditko e desenhado por este último até sua saída da Marvel; sem a participação de Kirby, a essa altura já bastante atarefado com outras personagens.
Como então definir quem foram os verdadeiros criadores do Escalador de Paredes? Steve Ditko é quem oferece a versão mais sólida, mas ele ignora quem criou o nome Homem-Aranha e as razões pelas quais Kirby não foi o desenhista do título. No entanto, é inquestionável que ele criou todo o visual do herói e boa parte dos conceitos da série. Stan Lee foi, sem qualquer sombra de dúvida, o escritor dos marcantes diálogos da série e teve, no mínimo, uma grande participação no roteiro de suas primeiras histórias.
E Jack Kirby? Embora o Rei tenha tido uma importância imensurável na criação de maior parte dos astros da Marvel, sua participação na criação do Aracnídeo é muito pequena. Mesmo considerando que o conceito original tenha realmente sido baseado no Silver Spider que ele fez com Simon, ele foi transformado por Lee e, principalmente, Ditko em algo bastante diferente. E é esta a versão que povoa a imaginação dos leitores há quase quarenta anos. A de Stan Lee e Steve Ditko.
O adolescente tímido, sem recursos financeiros e com superpoderes já era um sucesso nos Estados Unidos e estreava no Brasil dois anos depois dos primeiros personagens da Marvel chegarem por aqui (1969 pela EBAL). O texto que apresentava o personagem aos leitores, publicado na contracapa da revista, era bastante formal (como de costume), e a tia do personagem foi rebatizada como “Tia Maria”, como pode-se ver nos seguintes trechos selecionados:
“Peter Parker era apenas um recém-nascido quando perdeu os pais. Seus tios Ben e Maria o adotaram, dispensando-lhe todos os cuidados para torná-lo feliz e bem formado. Quando Peter concluiu os preparatórios, ingressou na universidade, pensando em tornar-se um cientista. (…) Certa vez, algumas aranhas sob contaminação radiativa escaparam do laboratório da universidade. Antes que todos os aracnídeos fossem recolhidos ou destruídos, um deles picou a mão de Peter, que chegou a se julgar irremediavelmente perdido.
Mas, com o passar dos dias, o jovem nada sentiu de extraordinário. (…) Então começou a perceber que algo fenomenal estava se passando com ele. Suas mãos pareciam ter adquirido uma estranha aderência às superfícies lisas, permitindo-lhe até escalar paredes verticais. (…) Era como se fosse uma aranha humana, com todos os poderes de um verdadeiro aracnídeo. Nesse estado, Peter possuÍa a força descomunal de um inseto, proporcionalmente ao seu tamanho. Além disso, podia lançar teias ou atirar-se de grandes alturas, caindo incólume.
Quando Tio Ben foi morto por um assaltante que invadiu a casa para roubar, Peter e Tia Maria ficaram sós e sem meios de subsistência. Então, o jovem imaginou exibir-se nos palcos para ganhar dinheiro honestamente.
Mais tarde, revoltado com a crescente onda de crimes que varria a cidade, e também porque Tio Ben fora vítima de um criminoso, Peter Parker enveredou na luta contra os malfeitores. Assim, imaginou um traje que passou a usar sob as vestes, adotando o cognome de O Homem-Aranha. Sob essa identidade, tornou-se temido. Inúmeras vezes, O Homem-Aranha tem colaborado com as autoridades, salvando vidas em perigo, lutando contra o submundo do crime ou usando sempre seus poderes para o Bem.”

Cronologia no Brasil

EDITORA EBAL:
Almanaque O Homem-Aranha 1971-1974 – 4 edições
Homem-Aranha, O 1969-1975 – 70 edições
Homem-Aranha em Cores, O 1974-1975 – 8 edições
Homem-Aranha – Histórias Baseadas Na Série de Televisão 1983 – 3 edições
Super-Homem Vs Homem-Aranha (Almanaque dos Heróis 1977) 1976 – 1 edição
EDITORA BLOCH:
Almanaque do Homem-Aranha e Seus Super-Amigos 1976 – 1 edição
Homem-Aranha 1975-1978 – 33 edições
EDITORA RGE:
Almanaque do Homem-Aranha 1980-1982 – 12 edições
Homem-Aranha 1979-1983 – 49 edições
Super-Homem e Homem-Aranha 1982 – 1 edição

EDITORA ABRIL:
Backlash & Homem-Aranha — Minissérie 1998 – 2 edições
Batman & Homem-Aranha 1998 – 1 edição
Homem-Aranha – 1ª Série 1983-2000 – 205 edições
Homem-Aranha – 2ª Série 2000-2001 – 17 edições
Homem-Aranha & Badrock 1998 – 1 edição
Homem-Aranha & Batman 1997 – 1 edição
Homem-Aranha & Gen 13 1998 – 1 edição
Homem-Aranha & Kazar 1990 – 1 edição
Homem-Aranha & Motoqueiro Fantasma 1993 – 1 edição
Homem-Aranha & Wolverine — Minissérie 1993 – 2 edições
Homem-Aranha – A Aventura Final — Minissérie 1998 – 4 edições
Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven — Edição Encadernada 1991 – 1 edição
Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven — Minissérie 1991 – 3 edições
Homem-Aranha – Ano Um — Minissérie 1997 – 3 edições
Homem-Aranha – Anos Perdidos — Minissérie 1997 – 3 edições
Homem-Aranha – Carnificina Total — Minissérie 1996 – 2 edições
Homem-Aranha – Edição Extra 1991 – 1 edição
Homem-Aranha – O Legado do Mal 1997 – 1 edição
Homem-Aranha – Tormento — Minissérie 1992 – 2 edições
Homem-Aranha – Vingança — Minissérie 1995 – 2 edições
Homem-Aranha 2099 1993-1996 – 39 edições
Homem-Aranha Anual 1992-1998 – 8 edições
Homem-Aranha Extra 2001 – 1 edição
Homem-Aranha Vs Rei do Crime – Até A Morte 1998 – 1 edição
Homem-Aranha, Justiceiro & Dentes-De-Sabre – Genes Fabricados 1994 – 1 edição
Marvel Século 21 – Homem-Aranha 2001 – 4 edições
Melhor do Homem-Aranha, O 1996-1998 – 4 edições
Super-Homem Contra Homem-Aranha 1986 – 2 edições
Superalmanaque do Homem-Aranha 1985 – 1 edição

EDITORA PANINI:
Biblioteca Histórica Marvel – Homem-Aranha 2007 – 3 edições
Espetacular Homem-Aranha, O 2011 – 2 edições
Geração Marvel – Homem-Aranha 2005-2007 – 32 edições
Homem-Aranha 2002- 2012 – 128 edições
Homem-Aranha & Sonja, A Guerreira — Minissérie 2008 – 2 edições
Homem-Aranha – Adaptação Oficial do Filme 2002 – 1 edição
Homem-Aranha – Azul — Edição Encadernada 2003 – 1 edição
Homem-Aranha – Azul — Minissérie 2002-2003 – 3 edições
Homem-Aranha – Caído Entre Os Mortos — Edição Encadernada 2007 – 1 edição
Homem-Aranha – Grandes Desafios 2007 – 6 edições
Homem-Aranha – Potestade 2007 – 1 edição
Homem-Aranha 2 – Adaptação Oficial do Filme 2004 – 1 edição
Homem-Aranha e Gata Negra – O Mal No Coração dos Homens — Minissérie 2006 – 3 edições
Homem-Aranha Especial 2002 – 1 edição
Homem-Aranha Kids – 1ª Série 2004-2005 – 10 edições
Homem-Aranha Kids – 2ª Série 2011- 2012 – 3 edições
Homem-Aranha Noir 2011 – 2 edições
Homem-Aranha: Com Grandes Poderes… 2010 – 1 edição
Maiores Clássicos do Homem-Aranha, Os — Edição Encadernada 2002- 2012 – 6 edições
Marvel Millennium – Homem-Aranha 2002-2010 – 100 edições
Marvel Millennium – Homem-Aranha — Edição Encadernada 2004 – 2 edições
Quadrinhos e Atividades: Homem-Aranha 2006 – 4 edições
Sensacional Homem-Aranha: Feroz, O — Edição Encadernada 2012 – 1 edição
Teia do Homem-Aranha, A 2010- 13 edições
Coletânea das Tiras de Jornal do Homem-Aranha.Tiras do Homem-Aranha, As 2007- 2 edições
X-Men & Homem-Aranha — Minissérie 2009 – 2 edições

EDITORA MYTHOS
Homem-Aranha – Edição Histórica 2004-2006 – 4 edições
Homem-Aranha e X-Men Mangá — Edição Encadernada 1999 – 1 edição
Homem-Aranha Mangá 1998-1999 – 3 edições
Homem-Aranha/Ultraforce 1998 – 1 edição

EDITORA ON LINE
Homem-Aranha 3 2007 – 4 edições

REVISTAS DO HOMEM-ARANHA NO SITE DO MANIA DE GIBI

A primeira revista de linha do Homem-Aranha no Brasil foi publicada pela EBAL, a primeira editora brasileira a apresentar os heróis Marvel. A série durou 70 edições, publicadas entre abril de 1969 e janeiro de 1975. A série foi publicada em formato americano (18 cm x 26 cm) e impressa em preto e branco.

Após vários anos de publicação pela EBAL, o título do Aranha passou a ser publicado, quase sem interrupção, pela Bloch Editores, desta vez em formatinho (13,5 cm x 20,5 cm—uma novidade para a época) e em cores. Esta segunda série durou 33 edições, publicadas entre maio de 1975 e janeiro de 1979. Até dezembro de 1976 (edição #20) a série foi mensal, passando a ser bimestral em 1977. Por apresentar uma proposta diferente da série anterior (formato e cores), a Bloch optou por reiniciar a publicação da série americana do personagem, publicando assim pouco material inédito.

De fev/79 a jan/83, a editora RGE publicou 49 números do aracnídeo, além de almanaques e edições epeciais.

História do Homem-Aranha

Em sua mais duradoura série no Brasil, com 205 edições publicadas em formatinho (13,5 cm x 19 cm), o Homem-Aranha passou a ser publicado pela Abril a partir de julho de 1983 (1ª série), quando a editora assumiu os direitos de publicação de toda a linha Marvel no Brasil. A série foi cancelada em julho de 2000.

Spider-man Colection foi uma série de 16 álbuns do Homem-Aranha, impressos em preto e branco, que a Editora Abril Jovem lançou no decorrer de 97/98. Cada edição era acompanhada de um vídeo com dois episódios do popular desenho animado do Homem-Aranha exibido pelo canal pago Fox Kids. Essa coleção corrigiu, quase 30 anos depois do lançamento de sua revista no Brasil.

Em 1989, a Abril lança um segundo título mensal do Homem-Aranha, com o objetivo de republicar a trajetória do personagem. Lançada em outubro de 1989, em formato magazine (20,5 cm x 27,5 cm), a revista teve rapidamente seu formato alterado para formatinho (13,5 cm x 19 cm), já a partir da edição 5. A partir da edição 75 (janeiro de 1996), passou a publicar histórias inéditas do Homem-Aranha, funcionando como um segundo título mensal do personagem no Brasil, até seu cancelamento em julho de 2000, na edição 129, quando a Abril iniciou a publicação de sua linha Premium.

História do Homem-Aranha

Em agosto de 2000, a abril inicia a publicação de sua linha Premium (2ª série), com revistas de capa cartonada, papel especial, formato americano (17 cm x 26 cm) e 160 páginas cada. A iniciativa tinha como objetivo tornar a publicação atraente a leitores que percebessem maior valor nas publicações, inclusive como itens colecionáveis. Esta série também introduziu o polêmico conceito de distribuição setorizada nas publicações de super-heróis. A série durou 17 números, de agosto de 2000 a dezembro de 2001, quando a Abril encerrou a publicação de heróis Marvel em definitivo, após 22 anos de atuação no mercado, dando lugar à Panini.
Inicialmente intitulada apenas Homem-Aranha no expediente, a série passou a ser chamada de Super-Heróis Premium: Homem-Aranha a partir da edição 4, título que já constava na capa desde a primeira edição. Nas referências internas ao próprio título, a Abril referia-se à publicação apenas como Homem-Aranha Premium. Na lombada (quadrada), o título sempre foi escrito como apenas Homem-Aranha seguido do número da edição.
Super-Heróis Premium: Homem-Aranha passou a abrigar, em sua maioria, séries que eram publicadas nos títulos Homem-Aranha e A Teia do Aranha, as quais perfaziam em conjunto, à época de seu cancelamento, um total de 192 páginas mensais, substituídas pelas 160 de Homem-Aranha da linha Premium, o que naturalmente acarretou em uma óbvia redução na capacidade da editora em termos de publicação mensal de séries originais americanas.

A partir de 2002, a Panini inicia a publicação do Homem-Aranha. A Panini lançou Homem-Aranha e Marvel Millenium: Homem-Aranha, num formato maior.

História do Homem-Aranha

A partir de maio de 2010, após quase 10 anos, o Aranha volta a ter dois títulos periódicos em bancas no Brasil. A Teia do Homem-Aranha é lançada como uma publicação bimestral para complementar a revista mensal do herói, publicando minisséries e outros títulos do persongagem lançadados nos EUA.

ACONTECIMENTOS MARCANTES NA VIDA DO HOMEM-ARANHA:

O casamento

O casamento do Homem-aranhaSob as bênçãos de Jim Shooter, David Michelinie (roteiros), Paul Ryan (desenhos) e Vince Colleta (arte-final), em Amazing Spider-Man Annual 21, Peter Parker e Mary Jane uniram-se nos sagrados laços do matrimônio. O casamento não é uma história acima da média. Na verdade, comparada às citadas anteriormente, deixa muito a deseja, mas é muito importante para a cronologia do Homem-Aranha. Afinal de contas, depois do matrimônio, a vida de Peter mudaria bastante. Ele deixou de se martirizar pela morte de Gwen Stacy e a tia May perdeu o papel tão vital. A partir de agora, MJ dividiria com May a responsabilidade de ser o seu esteio.
Casamento de super-heróis são alvo de muita polêmica. John Byrne acha que a única coisa pior do que um herói casado é um herói divorciado. Já Alan Moore declarou, certa vez, que heróis casados são, às vezes, mais interessantes do que os solteiros. O fato é que o casamento de Peter trouxe uma nova atmosfera à vida do Homem-Aranha. Além disso, agora seus roteiristas poderiam explorar com mais profundidade a personalidade de Mary Jane, que assumiu o papel coadjuvante mais significativo nas tramas do Aracnídeo.

No Brasil, Peter e Mary Jane casaram-se em O Homem-Aranha 100 (volume 1, ed. Abril) de Outubro de 1991. A festa teve reprise em A teia do Aranha 74, também da editora Abril, publicada em dezembro de 1995.

A saga do Clone

O clone do Siper-manAdorada por alguns, odiada por muitos, A saga do Clone foi um dos mais marcantes e confusos eventos ocorridos na vida do Homem-Aranha. A série, que durou mais de dois anos e teve grandes repercussões entre os fãs – mais negativas do que positivas – foi a responsável direta pela queda da popularidade do herói nos Estados Unidos. A crise levou a Marvel a contratar John Byrne para tentar revitalizar o herói no projeto Gênese.
Tudo começa quando um homem chamado Kaine aparece em Nova Iorque e sai matando os inimigos do Aranha que poderiam assassinar Mary Jane. Segundo ele, o Peter Parker, cujas histórias os leitores acompanharam nos vinte anos seguintes à morte de Gwen, é o clone desenvolvido pelo Chacal. Por outro lado, Kaine afirma que, depois do confronto com o Chacal, o verdadeiro Peter teria assumido a identidade de Ben Reilly. Detalhe: Ben, por sua vez, pensa que é o clone. Kaine discorda e passou anos perseguindo Ben. Além disso, teve visões de Mary Jane sendo morta por um ser misterioso e concluiu que, poderia evitar a tragédia, eliminando todos os possíveis assassinos. Complicado, não? Fica pior ainda: Kaine é um clone defeituoso de Peter Parker.
O clone do Siper-manBen entra em cena para tentar ajudar sua tia May, que se encontra em coma. É, neste momento que o Chacal ressurge para atormentar Peter e seus clones (Ué, mas ele não tinha morrido anos antes?). Kaine mata Octopus e o Caçador Sinistro (Vlad Kravinoff). May Parker morre e Peter é preso, acusado de assassinato. Na verdade, os crimes foram cometidos por Kaine anos antes em Salt Lake City. Com a ajuda de Ben, que havia confeccionado um uniforme a assumido a identidade de Aranha Escarlate, Peter prova sua inocência e os dois tornam-se amigos. Os dois decidem se submeter a testes genéticos e a verdade é estarrecedora: Peter é o clone e Ben não, ou seja, Peter é Ben e Ben é Peter. Difícil de engolir, não? Pois é! Os leitores da época também acharam
Cansado de guerra e agora prestes a ser papai, o clone Peter decide se mudar, com Mary Jane, para Portland. Pouco depois um evento leva-o a crer que perdera seus poderes. Na verdade, eles estavam apenas inibidos. Com isso, Ben, o não-clone, deixa de ser o Aranha Escarlate, reassume o nome de Homem-Aranha e cria um novo uniforme.
A essa altura, as repercussões desse samba do Aranha Doido começa a influir negativamente nas vendas. O que deveria ser uma inventiva trama para tornar o Escalador de Paredes solteiro novamente virou uma confusão dos diabos. Além disso, os fãs sentiram-se traídos pela editora. Afinal, acompanharam as aventuras do Homem-Aranha por anos e não aceitava que, na verdade, tivessem sido ludibriados. Alguma coisa precisava ser feita.
O clone do Siper-manÉ posta em prática, então, a emenda que sai pior do que o soneto. Peter (o clone) e sua mulher, Mary Jane, retornam a Nova Iorque, a pedido de J.J. Jameson. Os acontecimentos tomam um rumo inesperado quando ele é espancado e o apartamento de Ben (o não-clone) ser invadido. No chão, foi pichada a frase nós sabemos quem você é.
Internado após uma série de estranhas convulsões, Peter (o clone) morre. Foi, no entanto, uma mortezinha breve. Na edição seguinte, ele ressuscita e gradualmente seus poderes começam a voltar. Deu pra sentir o cheirinho de marmelada no ar?
Kaine (o outro clone) volta a dar as caras e acertar as contas com Ben (o não-clone), de uma forma mais ou menos amistosa. Arrependido, entrega-se à policia.
Desconfiados de que há dente de coelho nesta história, Peter e Ben deduzem que alguém está por trás de todos estes eventos. Ato contínuo, Mary Jane é envenenada. Levada às pressas para um hospital, entra em trabalho de parto. Aparentemente, seu bebê morre ao nascer.
O clone do Siper-manPor fim, é revelada identidade do perverso manipulador brincando com a vida de nossos heróis. Acertou quem disse: Norman Osborn, o Duende Verde original. Pensou que ele tinha morrido, não? Quanta ingenuidade!. A fórmula, que lhe dera superforça, ajudou-se a se recuperar da morte. Durante anos, planejou sua vingança.
Depois de travar combate com o Duende, Ben é morto e se desintegra. Está no Manual do clone moderno: se dissolveu, é cópia. Reviravolta das reviravoltas, Peter Parker não é o clone. Se ainda não ficou claro, Peter é Peter, e Ben é Ben.
A Saga do Clone, no entanto, não se encerra com a morte de Ben Reilly (o clone-que-a-gente-pensou-que-não-era-clone-mas-que-era-clone-sim). As notícias do falecimento de May Parker, revelaram-se ligeiramente exageradas. A propósito, Kaine fugiu da sua prisão e seu destino hoje é incerto. Sabe-se que andou à cata dos Scriers, uma seita que, a mando de Osborn, raptara a filha de Peter e Mary Jane (Ou você achou mesmo que ela morreu ao nascer?).

Nas garras do Duende

Duende VerdePresente em Amazing Spider-Man 97, de junho de 1971, esta história tem grande importância histórica para os quadrinhos norte-americanos. Mostra, como o próprio título sugere, o desenrolar de mais uma das incontáveis batalhas entre o Homem-Aranha e o Duende Verde. O papel de destaque, no entanto, cabe a um dos coadjuvantes, Harry Osborn. Na época, este amigo de Peter, que atravessava uma fase difícil, resolveu aceitar a ajuda de um amigo. O tal sujeito, em uma edição anterior, havia lhe dado pílulas milagrosas. Alguns meses depois, em Amazing Spider-Man 121/122, ficamos sabendo que tais comprimidos eram, na verdade, LSD.
No fim dos anos 60, início dos 70, a Dietilamida de Ácido Lisérgico – LSD – era uma droga muito popular entre os jovens americanos, e a Marvel decidiu usar a revista do seu então mais popular herói para alertar os leitores para o perigo que ela representava.
O problema é que o Comics Code Authority, o órgão de auto-censura mantido por várias editoras americanas, em vigor desde a década de 50, havia proibido que pessoas sob efeito de qualquer tipo de droga aparecessem em revistas em quadrinhos. Assim, a aventura teria que ser modificada ou, do contrário, chegaria às bancas sem o selo de aprovação da CCA. A Marvel comprou a briga e foi a primeira grande editora a questionar as regras da associação. Naquele mesmo ano, o código passaria por sua primeira revisão.

A noite em que Gwen Stacy morreu & O último suspiro

Gwen StacyConsiderada por muitos a melhor história do Aranha, A noite em que Gwen Stacy morreu é cercada de peculiaridades. Para começar, teve seu título revelado apenas na última pagina e, nela, o herói travou a maior batalha com seu pior inimigo, o primeiro Duende Verde. Nunca antes, o Aranha fora mostrado tão transtornado, nem mesmo depois das supostas mortes da tia May e de Mary Jane.
O último suspiro mostrou o Duende morto e empalado por seu próprio jato. O mais marcante, no entanto, foi a morte de Gwen Stacy, uma personagem idolatrada pelos fãs do Cabeça-de-Teia. Houve grande comoção. A Marvel foi abarrotada de pedidos para que a ressuscitasse, com leitores ameaçado largar suas coleções. Gerry Conway, roteirista da história, ficou marcado pelo resto de sua carreira como o homem que matou a namorada do Homem-Aranha, assumindo sozinho uma culpa que não era só sua.
As conseqüências do ocorrido enlouqueceram o Professor Miles Warren, que, se tornando o Chacal, viria a clonar Gwen e Peter, desencadeando mais de vinte anos depois A saga do(s) clone(s).
Presentes respectivamente em Amazing Spider-Man 121 e 122, ambas as histórias foram publicadas e republicadas no Brasil diversas vezes. Sua versão mais recente encontra-se em A teia do Aranha 23, de agosto de 1991.

O garoto que colecionava Homem-Aranha

O garoto que colecionava Homem-AranhaEssa história não tem importância cronológica, não trouxe alterações na vida de Peter Parker, não mostra nenhuma perda marcante na vida do herói. Ao contrário, é um conto singelo que nos apresenta Timothy Harrison, um garotinho de nove anos que tem um hobby particular: colecionar tudo sobre o Homem-Aranha. De recortes de jornais a balas retiradas de lugares onde o herói se envolveu em algum tiroteio. Certa noite, porém, ele recebe a visita de seu maior ídolo. Emocionado com a idolatria do garotinho, Peter decide vestir seu uniforme de Aranha e visitá-lo.
Enquanto ambos conversam, o leitor revê a origem do aracnídeo e sabe mais um pouco sobre a vida de Tim. É difícil não se emocionar com a felicidade do garotinho diante de seu ídolo. A paixão de Tim pelo Aranha é tanta que o herói acaba, no que poderia ser considerado um ato inconseqüente, revelando sua identidade secreta. Não há, no entanto, inconseqüência alguma. Tim é paciente terminal de leucemia e tem apenas poucas semanas de vida.
O garoto que colecionava Homem-Aranha é uma história de onze páginas, publicada no Brasil em O Homem-Aranha 19 (volume 1, Ed. Abril), em janeiro de 1985.

A morte de Jean DeWolff

Jean DeWolffJean DeWolff era capitã da polícia de Nova Iorque e uma das poucas pessoas dentro da força policial que mantinha boas relações com o Homem-Aranha. Quando foi assassinada pelo maníaco conhecido como Devorador de Pecados, o herói aracnídeo tomou parte da investigação. Com a ajuda do Demolidor, o Aranha chegou à Stan Carter, que, além de ser o Devorador, era o policial encarregado de comandar as investigações sobre o assassinato de Jean.
A morte de Jean DeWolff tem uma importância na cronologia do Homem-Aranha. Foi em suas páginas que surgiu Emil Gregg, o esquizofrênico, entrevistado por Eddie Brock, que afirmava ser o Devorador. Quando o verdadeiro criminoso foi preso, Eddie caiu em desgraça e foi demitido do Globo Diário. Meses depois, ele se tornaria Venom.
Este arco foi publicado no Brasil em O Homem-Aranha 87 e 88 (volume 1, Ed. Abril), em setembro e outubro de 1990.

A última caçada de Kraven

KravenKraven decidiu que deveria recuperar a honra perdida nas sucessivas derrotas sofridas nas mãos do Homem-Aranha. Porém, matar o herói seria pouco. O Caçador queria que antes ele sofresse. Assim, capturou, matou e enterrou o herói.
Por duas semanas, o Escalador de Paredes ficou sedado e enterrado dentro de um caixão na propriedade de Kraven, enquanto este assumia o uniforme e o papel do herói de uma forma distorcida, é claro, no intuito de desmoralizar o Aranha perante o público. Capturou, então, Ratus, um dos vilões que anteriormente o Aranha deixara escapar. Trata-se de um ser humano que, vítima de experiências genéticas, tornou-se meio-homem/meio rato. Insano, tem força e agilidade superiores e mantém um estranho elo com os roedores dos esgotos.
Duas semanas depois, graças ao fim do efeito do sedativo e devido à uma extrema força de vontade, motivada em muito pela vontade de ver sua esposa mais uma vez, o Aranha sai do buraco onde estivera enterrado e vai atrás de Kraven. Confronta o caçador, mas este acaba libertando Ratus na cidade. Isso leva o herói deixar Kraven de lado e lidar com o novo problema. Nesse meio tempo, Kraven suicida-se, com um tiro de rifle na boca.
A última caçada de Kraven é uma das melhores histórias da fase recém-casada do Homem-Aranha e repercute até hoje na sua cronologia. Escrita por J.M. DeMatteis, com ilustrações de Mike Zeck, Bob McLeod e Ian Tetrault, foi publicada no Brasil em três edições quinzenais, entre abril e maio de 1991.

Carnificina total

Carnificina totalCarnificina total tem aquela cara de maxi-série feita sob encomenda. Afinal, apesar de longa – tem quatorze partes – em essência, nada acrescenta de relevante na cronologia do Homem-Aranha. Merece ser destacada por consagrar o envolvimento dos quadrinhos com outras mídias, como games e brinquedos.
Na época em que foi lançada, Venom estava no topo de sua popularidade e a Marvel deduziu que uma saga envolvendo o anti-herói e o Carnificina chamaria a atenção dos leitores. Assim, reuniu-se, de um lado, o Homem-Aranha, Venom, Gata Negra, Manto, Flama, Punho de Ferro, Capitão América, Deathlok e Morbius e, de outro, Carnificina, Shriek, Carniça, o Duende Demoníaco e uma versão alternativa do Homem-Aranha. Carnificina e seu bando saíram assassinando e enlouquecendo a população de Nova Iorque, sem motivo aparente, apenas por diversão. Coube ao Homem-Aranha reunir, contra a sua vontade, um grupo de heróis que fizesse frente àquele liderado pelo Carnificina.
No esteio da série, a Marvel aproveitou pra lançar action-figures de algumas personagens envolvidas e popularizar mais a imagem do Carnificina, principalmente através do Videogame Maximum Carnage.
Carnificina Total foi publicada no Brasil pela editora Abril em setembro e outubro de 1996, em uma mini-série em duas edições.

E a morte virá

Morte em Homem-AranhaPublicada originalmente em Amazing Spider-Man 90, a história E a morte virá marca a segunda grande tragédia na vida do Homem-Aranha. Durante uma luta contra o Dr. Octopus, um dos tentáculos do vilão derruba uma chaminé sobre as pessoas que, da rua, acompanhavam o combate. Ao tentar salvar uma criança, o capitão da polícia George Stacy é atingido pelos destroços. Mesmo socorrido pelo herói, o policial morre em seus braços. Em seus últimos suspiros, George revela ao nosso astro saber que o homem por trás da máscara é Peter Parker. Ele lhe pede, então, que cuide de sua filha, Gwen, por sinal, a namorada do Aranha. Nas semanas seguintes, o rapaz fica numa difícil posição: por um lado, tenta consolar Gwen; por outro, tem a ingrata tarefa de defender a inocência de seu alter ego.

2 Comentários Homem-Aranha 50 anos – A criação do Homem-Aranha

  1. Michel Galli

    Olá amigo com o conhecimento que você tem eu acho que você poderia me ajudar em uma duvida.
    Eu tenho o Almanaque do Homem-Aranha e Seus Super-Amigos 1976 – 1 edição.
    Sendo assim é o Hq ano 1 , Numero 1 da editora bloch , gostaria de saber em quanto ele tá avaliado , você poderia me ajudar???
    Fico no aguarde de sua resposta amigo , Email p/ contato Mbtoys70@hotmail.com

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