70 anos de Zé Carioca – Parte 2

Veja outros personagens e a cronologia do Papagaio malandro brasileiro

Zé Carioca - 70 anos

Confira a parte 1 clicando neste link

Merecem atenção, como participantes secundários:

Luís Carlos – Outro rival do papagaio no amor de Rosinha.
Glória – Rival de Rosinha no amor pelo Zé.
Alberto – Modormo do Rocha Vaz que também não vai com a cara do Zé.
Átila – Cão do Rocha Vaz, que sempre ataca o Zé.
Soneca – Cão de estimação do Zé, que pelo nome, dá pra perceber que é como o seu dono. Aparece mais em histórias antigas.
Acácio – O personagem secundário, aparece fazendo de tudo; inspirado em arte-finalista da redação da Abril, Acácio Ramos.
Comissário Porcôni – Assim intitulado pelo Morcego Verde, Porconi é na verdade o estressado delegado da Delegacia de Vila Xurupita.
seu Manoel – Seu Manoel e o dono do bar mais frequentado pelo Zé. Parcialmente vive cobrando o Zé por sua enorme divida.
Paladino Implacável – Alter-ego super-heróico de Zeca, o sobrinho do Zé Carioca.
Gabi – Sobrinha espoleta da Rosinha.
Gilda e Laurinha – Namoradas, respectivamentes, do Nestor e do Pedrão. Ambas, tem raras aparições.
João Ratazana – Um rato trambiqueiro, cujos planos são sempre frustrados pelo Zé.

Frequentemente aparecem primos do Zé nas suas histórias, todos partilhando o seu primeiro nome e possuindo características típicas da região de origem. Os principais são os seguintes (embora outros tenham aparecido ou sido mencionados):

Zé Paulista – Primo do Zé Carioca que vem de São Paulo, foi o primeiro dos primos do Zé Carioca a ser criado. Sua criação se deve a um dos maiores artistas Disney brasileiros, Renato Canini,e foi criado para a história O Leão Que Espirrava, publicada originalmente na revista Zé Carioca n°1015, de 1971. Zé Paulista é a ovelha negra da família, já que é louco por trabalho, palavra que aflige todos os membros dessa folgada família. Está sempre de terno e gravata, e, assim como a maioria dos primos, é quase idêntico ao Zé Carioca, a única diferença é o cabelo. Já estrelou cerca de 24 histórias, sempre acompanhado de seu primo carioca, uma boa parte dessas histórias, feita por Canini.

Zé Jandaia – O arretado primo cearense. Também é muito “brabo”, e surgiu na mesma história que o primo Zé Pampeiro. Ele tem dois animais de estimação, o bode Cheiroso e o Jumento Derneval. Ele gosta muito de comer jabá e também gosta muito de música nordestina. Ele tem um forte sotaque nordestino, e está sempre com um chapéu de cangaceiro, e tem cabelo escorrido para baixo.

Zé Pampeiro – O primo gaúcho, o verdadeiro macho de facão dos pampas. É o gaúcho da família! É muito valente, também, e está sempre preparado para uma peleja, uma briga, melhor dizendo. Sua estréia ocorreu na história Herdeiros Trapaceiros, criado por Ivan Saidenberg e Renato Canini. Gosta de churrasco, de rodeios, e principalmente, de chimarrão! Ele também tem um animal de estimação, o cavalo Minuano. Ele está sempre usando um chapéu.

Zé Queijinho – É o primo mineiro de Zé Carioca, tem uma valentia danada, tem um bigode que o diferencia dos demais “zés” e tem um sotaque pra lá de forte, sô!. Zé Queijinho foi criado por um das maiores (se não a maior) dupla de quadrinistas Disney brasileiros, Ivan Saidenberg e Renato Canini. Zé Queiinho mora na Vila fim-de-mundo, um lugar um pouco afastado das grandes cidades (e rodovias!). Sempre que está com problemas, chama Zé Carioca e Nestor para irem ajudá-lo. Ele também tem uma parceira que está sempre ao seu lado, em todas as horas, que é a cabra Gabriela. Ele está sempre de chapéu de palha e com um capim na boca.

Zé Baiano – O primo baiano, que consegue ser mais dorminhoco que o Carioca, e mais rápido na hora de chegar à rede. com roteiro de Renato Canini e desenhos de Roberto O. Fukue, foi publicada originalmente em 1981, na revista Zé Carioca n°1531. Gosta de futebol e de circo, mas gosta principalmente de comida apimentada. Ele se destaca dos outros “zés” por causa de seu cabelo encaracolado.

Personagens Zé Carioca

Zé Goiano – Não é primo do papagaio, mas sim um tio-avô goiano. Já morreu.
Zé do Engenho – Outro tio-avô. Era (ou é, porque está vivo) coronel.

Principais desenhistas do Zé Carioca no Brasil

Desenhistas do Zé Carioca

• Jorge Kato
• Waldyr Igayara de Souza
• Izomar Camargo Guilherme
• Carlos Edgard Herrero
• Renato Canini
• Roberto Fukue
• Luiz Podavin
• Eli Leon
• Euclides Miyaura
• Irineu Soares Rodrigues
• João Batista Queiroz
• Moacir Rodrigues
• Paulo Noely da Costa
• Fernando Bonini
• Gustavo Machado
• Paulo Borges
• Átila de Carvalho
• Aparecido Norberto
• Dave Santana
• Fernando Ventura
• Carlos Mota

Principais roteiristas do Zé Carioca no Brasil

• Ivan Saidenberg
• Julio de Andrade
• Arthur Faria Jr.
• Gérson Borlotti Teixeira
• Genival de Souza
• Rafles Ramos
• João Batista Queiroz

GRES Unidos de Vila Xurupita
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Xurupita é a escola de samba presidida pelo Zé Carioca, tendo como integrantes seus amigos. Também é sediada na Vila Xurupita, e rivaliza com a dissidência Acadêmicos de Vila Xurupita.
Em algumas histórias aparece como sendo parte da elite do carnaval carioca, enquanto em outras como de grupos de acesso bem distantes (chegando à 33ª divisão em uma). Suas cores não são bem definidas, mas tem-se como base o rosa, amarelo e branco, cores do Vila Xurupita Futebol Clube.

Vila Xurupita Futebol Clube
Vila XurupitaO Vila Xurupita Futebol Clube é um time de futebol fictício gerido pelo personagem Zé Carioca, onde jogam seus amigos, além dele próprio. Suas cores são rosa e branco (diz-se que teriam sido escolhidas estas cores para não combinar com time nenhum do Brasil). Ainda existem rumores diversos sobre o time, como o que reza que os “causos” ocorridos com a equipe não seriam inventados, mas sim baseados nos acontecimentos do futebol amador onde roteiristas, desenhistas e todos aqueles envolvidos com o Zé jogavam bola[1][2].

Não existe um arqui-rival definido para a Vila. No entanto, sempre existe forte rivalidade quando o time da Vila enfrenta uma equipe gerida pelo rival do Zé Carioca, o Zé Galo (muitas vezes denominada Arranca Toco), uma vila vizinha (pois a Vila Xurupita é uma favela entre muitas outras) ou um time que conte com cobradores do Zé, onde sempre existe um esquema montado por eles para pegar o papagaio ao final do jogo e cobrar suas dívidas.

Zé Carioca ganha uma Vovó, Holandesa!
Vovó HolandesaVocês devem estar se perguntando, holandesa!? Pois é, ela foi criada no ano de 2011 por Jan Kruse e Bas Heymans para a história Oudjaar (no Inducks), algo como Véspera de Ano-Novo, em uma tradução livre. A história tem 1 página e foi publicada no começo de janeiro em Donald Duck #3097. A história é o seguinte, o Zé e o Nestor vão visitar a avó do Zé, que os havia convidado para que passassem o Ano-Novo com ela. Todos estão muito felizes, comemoram o ano-novo e um pouco depois Oma Carioca (Vovó Carioca, em tradução livre) pergunta para o Zé se ele quer mais bolinhos, ele diz que não porque ele não gosta daqueles bolinhos, então vem o seguinte quadrinho:

– O quê? Você não tinha dito que eles estavam deliciosos!
– É, mas aquilo foi no ano novo!
Seguido disso eles são expulsos da casa da Vovó e o Nestor fica tirando sarro do Zé, aliás aproveitando o post, convenhamos: o que é aquela versão holandesa do Nestor? Parece aqueles Corvos do desenho do Pica-Pau, quando vi a primeira vez achei que era o Amadeu XD.

Não deixa de ser curioso o interesse que o personagem desperta naquele país, considerando que isso não acontece em nenhum outro lugar do mundo – além do Brasil, é claro.

Cronologia do Zé Carioca

1941: A história do papagaio começa em 1941, quando, Walt Disney veio visitar a América do Sul (Brasil, Peru, Argentina), pela política de boa vizinhança, porque o mundo vivia sob o impacto da segunda guerra, e, após a visita, Walt Disney gostou tanto do Rio de Janeiro, que resolveu criar um personagem em homenagem ao povo brasileiro. Como deveria ser o personagem? Disney soube que as piadas de papagaio faziam sucesso na época, e que os bichinhos tinham as cores nacionais. Logo, Disney criou Joe Carioca, aqui conhecido como Zé Carioca. Foi criado de acordo com o visual da época, chapéu, paletó e gravata borboleta. Também, claro, sempre acompanhado de seu guarda-chuva.

1942: A primeira história em quadrinhos do Zé Carioca (ou José Carioca) era uma série de tiras que foi publicada nos jornais americanos do dia 11 de outubro de 1942 até 5 de setembro de 1943. Essas tiras foram desenhadas por Bob Grant e Paul Murry, roteirizadas por Hubie Karp e artefinalizadas por Karl Karpé e Dick Moores, com o título de Como Almoçar de Graça (apenas umas parte das tiras) e também foi publicada com o título de Como Conquistei Meu Grande Amor (Outra parcela dessas tiras). Essas tiras também marcam a estreia de sua eterna namorada, Rosinha, do pai dela, Rocha Vaz, e do seu amigão, Nestor! Essa foi a estreia não-oficial do personagem.

1943: Ocorre a estréia oficial do personagem, na animação Alô Amigos (Saludos Amigos). Essa animação é divida em quatro partes. A primeira fala do Pato Donald sendo um turista no Peru, a segunda conta as histórias (leia-se confusões!) do aviãozinho Pedro na cordillheira dos Andes. A terceira parte se passa nos pampas argentinos, e a última parte ocorre no Rio de Janeiro, mostrando Donald e Zé Carioca lá ao som de Aquarela do Brasil.

1945: Com a popularidade adquirida nos anos anteriores, o papagaio dá as caras novamente em uma animação americana, chamada Você Já Foi à Bahia? (The Three Caballeros), dividida em quatro partes, assim como a animação citada acima. De novo Donald está no Brasil com Zé Carioca, só que desta vez na Bahia e acompanhado não só pelo Zé, mas também pela cantora Aurora Miranda, irmã de Carmen Miranda.

1948: Estreia Melodia, outra animação que conta com a participação do papagaio mais folgado do mundo. Dessa vez, Zé faz apenas uma participação especial no trecho Blame It On The Samba, onde o papagaio ensina Donald a dançar.

1950: O papagaio começa nos quadrinhos Disney brasileiros em grande estilo, na capa da revista O Pato Donald número 1, de julho de 1950. Essa capa foi desenhada pelo argentino Luis Destuet, pioneiro dos quadrinhos Disney sulamericanos.

1951: Após aparecer nas capa das primeiras revistas do Pato, Zé Carioca, finalmente, teve, em fevereiro de 1951, sua primeira história publicada no Brasil, na revista O Pato Donald número 8. Essa história é Rei do Carnaval, publicada originalmente em dezembro de 1942 na revista americana Walt Disney’s Comics and Stories número 27.

1960: É criada a primeira história do Zé Carioca feita por um brasileiro. Essa história se chama A Volta de Zé Carioca, de autoria de Jorge Kato (também o primeiro brasileiro a fazer uma história Disney). Essa história foi publicada na revista O Pato Donald número 434, de março de 1960.

1961: Em janeiro de 1961, estreia o primeiro número da maior revista do papagaio do mundo. Na verdade, esse “número 1” é, na verdade, o número 479 da revista O Pato Donald, só que com o subtítulo de Apresenta Zé Carioca. A capa foi feita por Jorge Kato, e a história de abertura, Zé Carioca contra o Goleiro Gastão, também.

1962: Os primeiros parentes do papagaio começam a surgir. São criados Zico e Zeca, sobrinhos do Papagaio, para a a história Os Cavalos Fujões, publicada em setembro de 1962 na revista Zé Carioca número 565.

1971: Um gaúcho revolucionaria o jeito de enxergar o Zé Carioca. Quem era esse gaúcho? Renato Vinícius Canini. Então, no dia 23 de abril de 1971, a primeira história desse mestre nacional, O Leão que Espirrava, foi publicada no número 1015 da revista Zé Carioca. Essa história marcar a estreia do primo do Zé Carioca que adora trabalhar, o Zé Paulista. Nos anos seguintes, o núcleo familiar do papagaio só tendia a aumentar, com as criações de Zé Queijinho (primo mineiro), Zé Pampeiro (primo gaúcho), Zé Jandaia (primo cearense), Zé Baiano (primo baiano), entre outros primos… Ainda em 1971, na história O Mais Procurado da Cidade, Canini aposentou o guarda-chuva do papagaio.

1972: É criado o grande cozinheiro da Vila Xurupita: Pedro Feijoada! Também atende por Pedrão. É um grande amigo do papagaio! Sua primeira aparição ocorre na história Resultado “Chutado”, publicada pela primeira vez na revista Zé Carioca número 1107.

1973: É criada, por Renato Canini, a Agência de Detetives Moleza, na história Os Detetives da Moleza, publicada na revista Zé Carioca número 1337. Essa agência tem uma série de histórias com Zé e seu ajudante, Nestor, e é uma das poucas fontes de (argh!) trabalho do Zé.

1974: É lançado o Manual do Zé Carioca, que fazia parte da série de manuais lançados pela Editora Abril na década de 1970. Este manual, onde o assunto principal era o futebol, foi lançado no período da Copa do Mundo da Alemanha de 1974, e em 1978, ganhou uma segunda edição para a Copa do Mundo da Argentina.

1975: É criado o alter ego heróico do papagaio, o imbatível, Morcego Verde! Sua primeira aparição ocorreu na história O Morcego Verde, de autoria de Renato Canini, publicada originalmente na revista Zé Carioca número 1217. Seu uniforme começou com uma fantasia de carnaval (óculos, um gorro vermelho, uma capa, uma camiseta com um morcego estampado, e luvas brancas), mas com o passar do tempo, o herói foi ganhando um visual mais sério, com uma capa e uma máscara no melhor estilo Batman! Seu único problema é que sua identidade secreta não é secreta!
Em 1975 também é criado, por Canini, o ingênuo e distraído Afonsinho. Afonsinho é um pato, muito “especial”, pois faz várias coisas incríveis, como, por exemplo, falar com cachorros! A sua primeira história foi A Escola de Detetives, de Renato Canini, e publicada originalmente na revista Zé Carioca número 1239. Seu nome é uma homenagem que Canini fez à um jogador de futebol chamado Afonso Celso Garcia Reis, ou Afonsinho, ex-meia-direita do Santos, e também atuou Flamengo, Fluminense e Botafogo.

1976: O Zé Carioca estava “pendurando” muito, e não estava pagando suas dívidas, então, na véspera do natal de 1976, na sua revista no número 1311, ele ganhou um “belo” presente: foi criada a ANACOZÉCA, (Associação NAcional dos CObradores do ZÉ CArioca), na história ANACOZÉCA X Zé Carioca. A função dessa associação é nada mais nada menos do que cobrar o Zé Carioca, uma tarefa impossível!

1981: É lançado, pela Abril, um dos poucos (não poucos, mas também não muitos) especiais em homenagem ao papagaio. É o especial Zé Carioca Especial 20 Anos, que comemora os 20 anos de sucesso da revista do papagaio. Este especial tem 132 páginas, formatinho e tem direito até à história feita sob encomenda, feita especialmente para a edição (20 Anos de Sossego, da autoria de Roberto Fukue, outro grande artista do papagaio).

1983: É criado mais um personagem para contracenar com o papagaio, só que desta vez, não é um amigo, é fanfarrão do Zé Galo, que apareceu na história Que Galo é Esse, Zé?, publicada originalmente na revista Zé Carioca número 1635, criado por Luis Podavin e Gérson Teixeira.

1986: Zé Carioca ganha outra revista. É lançado o Almanaque do Zé Carioca, que durou 21 edições, em periodicidade irregular, de 1986 até 1996. Lá eram publicadas principalmente republicações de histórias do papagaio.

1989: A Abril publica os Anos de Ouro do Zé Carioca, que contém os dois primeiros anos de revistas do Zé, na íntegra. Essas revistas dos anos de ouro são itens obrigatórios para qualquer colecionador Disney.

1992: A Abril lança uma edição espacial do papagaio que fala muito sobre ecologia, e contém a história Em Busca dos Papagaios Perdidos, de Carlos Edgard Herrero. Nela, o Zé tem está em busca dos seus, “semelhantes”.

1998: A Abril lança um especial do Zé no período da Copa do Mundo de 1998 na França. Esse especial é Zé Na Copa, que tem 32 páinas e foi publicado em maio de 1998 junto com os gibis Pato Donald número 2137, Mickey número 582, Zé Carioca número 2101, Almanaque Disney número 322 e Tio Patinhas número 394. Esse especial tem uma série de histórias feitas por Eli León, outro grande mestre brasileiro. É uma históra dividida em 4 partes e conta um pouco sobre a história do futebol e das copas do mundo.

2000: Em comemoração ao 500 anos de descoberta do Brasil, a Abril lançou um especial para comemorar a data, o Especial Brasil 500 Anos – Zé Carioca, que contava a história do descobrimento em quadrinhos, com o papagaio como personagem principal.
Ainda em 2000, Zé Carioca é desenhado pelo famoso Don Rosa, e se reúne novamente com os amgos Panchito e Donald no México, na história O Retorno Dos Três Cavaleiros (The Three Caballeros Ride Again), e, em 2005, se reúne de novo com eles, dessa vez em sua casa, na história Sete Cavaleiros (Menos Quatro) E Um Destino (The Magnificent Seven (Minus Four) Caballeros!).

2003: Um especial em comemoração aos 60 anos de existência desse divertido papagaio foi publicado, com histórias clássicas e textos sobre cada fase do papagaio. Essa edição conta com 132 páginas, capa de Don Rosa e cartonada, tudo especial!

2005: O mestre brasileiro Canini ganha uma edição na série especial Mestres Disney, que conta com os maiores nomes dos quadrinhos Disney mundiais. Há várias pérolas na revista, como a estreia do Morcego Verde, Afonsinho e ANACOZÉCA (já citadas acima).

2006: É publicada pela primeira nos EUA uma história brasileira, a história Zé das Filas, de autoria de Renato Canini e Roberto Fukue. Essa história foi pulicada na coletânea americana superespecial Walt Disney Treasures – Disney Comics 75 Years Of Inovation, da Gladstone Publishing.

2008: Assim como Donald, Mickey e Tio Patinhas (e mais tardiamente o Pateta), o Zé Carioca ganha, em dezembro de 2008, uma nova coleção, Zé Carioca Férias, que está atualmente na terceira edição.

2009: A partir da edição número 2338 da revista do papagaio começam a ser republicadas histórias clássicas, que contam com outros personagens Disney além dos do universo Carioca. Tal como sua revista fazia nas suas primeiras décadas de existência.

Curiosidade: durante a década de 60, pouquíssimos artistas faziam histórias do Zé Carioca (Jorge Kato e Waldyr Igayara de Souza), e eles tinham um prazo apertadíssimo para produzir histórias do papagaio para suprir sua revista, por isso, eles pegavam histórias de outros personagens e feitas, na maioria, por americanos, e então Kato tirava o personagem original da história e desenhava o Zé no lugar delas, por isso há muitas histórias onde o Zé Carioca contracena com personagens pouco tradicionais em suas histórias, como Chiquinho e Francisquinho. Esse período ficou conhecido como “Zé Fraude”.

2012: A Editora Abril publicará, pela primeira vez no mundo em volume único e na sequência original, as 104 raríssimas páginas dominicais de Zé Carioca distribuídas pela King Features Syndicate entre 1942 e 1944. Parte dessa obra foi desenhada por Paul Murry, em seu primeiro trabalho para a Disney (o artista depois se consagraria com o Mickey detetive, nos anos 1960). Assim como em outros países, por aqui só se conhece partes desse material, publicadas esparsamente em revistas diversas em remontagens questionáveis.
Houve um longo processo de restauração do material, iniciado em maio, onde buscou-se respeitar ao máximo os detalhes da obra original, inclusive suas cores, num trabalho coordenado por Fernando Ventura, O resultado, em 147 páginas, poderá ser conferido em outubro, no primeiro dos dois volumes de 308 páginas dedicados à comemoração dos 70 anos do papagaio, completados exatamente hoje (vide post anterior). O lançamento do segundo volume ocorrerá em novembro.

O volume 1 abrirá com as páginas dominicais e continuará com um apanhado de histórias significativas do personagem, apresentado em ordem cronológica, por décadas.

Pela primeira vez, também, será republicada a primeiríssima HQ Disney produzida no Brasil, A Volta de Zé Carioca, desenhada pelo argentino Luis Destuet e publicada somente em jan/55, em O PATO DONALD #165.

O conjunto terá desfecho há muito aguardado pelos fãs dos quadrinhos Disney: duas HQs brasileiras e inéditas, produzidas especialmente para o momento, num total de 22 páginas. Uma delas ficou a cargo do próprio Ventura; para a outra, a editora faz suspense (nomes consagrados nas páginas do Zé, imagina-se, incluem-se aí). A produção nacional, a propósito, parece mesmo ter sua volta reservada para a sequência desses especiais, mensalmente na revista do papagaio.

Por fim, alinhavando tudo, textos de Marcelo Alencar e Celbi Pegoraro.

1 Comentário 70 anos de Zé Carioca – Parte 2

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