Conheça Mauricio de Sousa

Um desenhista de nascença, paulista, filho de poetas, este é o criador da Turma da Mônica

Mauricio de sousa

Quem é brasileiro, e nascido a partir dos anos 60 certamente em sua infância esbarrou com algum Gibi da Turma. Muitas crianças de ontem que aprenderam a ler com os quadrinhos são hoje, pais e mães que compram a revistinha para seus filhos. Outros são adolescentes que vivenciaram a transição da infância para adolescência junto com a Mônica e sua Turma e sentem que os personagens fazem parte de sua família. A verdade é que as histórias agradam tanto crianças quanto adultos, por abordar temas alegres e que remetem sempre a um mundo melhor que o nosso por estar em destaque a maior parte do tempo crianças.
A história principal é feita por quatro personagens, Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão. Mônica é uma menina impetuosa, que não leva desaforo pra casa e quando ofendida acaba batendo em todos com seu coelho de pelúcia que anda pra cima e para baixo, mas mesmo com esse gênio forte é muito justa e lá no fundo bem romântica. Pela mistura de todos esses elementos é considerada a Líder da rua onde vive com seus amigos. Magali é a melhor amiga de Mônica, é uma menina muito doce, super compreensiva que adora gatos e come além da conta. Cebolinha é um menino que ao falar troca o R pelo L proporcionando momentos divertidíssimos aos quadrinhos, além de ter o sonho de tomar o posto da Mônica de dona da Rua. Ele implica com ela chamando-a de baixinha, dentuça e “golducha”, além de tramar planos “infalíveis” para conquistar o posto de Mônica. Cascão é o melhor amigo de Cebolinha. É um menino apaixonado por esportes e que odeia tomar banho.

O Autor das histórias se chama Mauricio de Sousa. Um desenhista de nascença, natural da cidade de São Paulo, filho de poeta e poetisa. Trabalhou como radialista e repórter policial no jornal Folha de São Paulo. Iniciou no quadrinho no ano de 1959, época não muito propícia a criação de quadrinhos nacionais- pela invasão dos HQs americanos- Mauricio ao invés de se intimidar, sugou tudo de melhor que pôde dos quadrinhos americanos até ficar pronto para dar vida as lindas histórias que conhecemos.
Filho de Antônio Mauricio de Sousa e de Petronilha Araújo de Sousa. Mauricio de Sousa começou a desenhar cartazes e ilustrações para rádios e jornais de Mogi das Cruzes, onde viveu. Procurou emprego em São Paulo, como desenhista, mas só conseguiu uma vaga de repórter policial na Folha da Manhã. Passou cinco anos escrevendo esse tipo de reportagem, que ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores.
Antes da internet se popularizar, pouca gente sabia que houvera um gibi de Mauricio antes de Mônica. Nem em edições comemorativas ou em seções de cartas dos gibis da Editora Abril havia qualquer menção a isso. Sempre era dito que Mônica tinha sido o primeiro gibi da turma e pronto.

Hoje se sabe que a história começou bem antes. Pois foi pouco tempo depois de Mauricio estrear suas tiras na Folha de S. Paulo, em 18 de julho de 1959, que a editora Continental, de São Paulo, lançou o gibi Zaz Traz. E lá estavam Bidu e Franjinha estampando a bela capa. A revista durou umas sete edições.

Zaz traz

Também foi lançada ao menos uma edição do Almanaque de Zaz Traz, possivelmente de 1960, e que também conta com Cebolinha na capa, apesar de não constar que desse gibi tenha qualquer história com personagens de Mauricio.

Mauricio entrou na Continental pelas mãos do desenhista Jayme Cortez, um dos mandachuvas da editora, e logo se tornaria seu amigo (nos gibis da Abril, por sinal, Cortez era o único ‘autorizado’ a desenhar as criações de Mauricio em estilo próprio).

Bidu logo ganharia título próprio, que durou oito edições. A partir do número 5, contudo, o gibi passou a trazer quadrinhos também de outros autores, já que Mauricio não conseguia tempo para produzir as tiras diárias e o material para a revista simultaneamente.
Bidu
Atualmente Bidu, que é o animal de estimação de Franjinha, participa tanto com seu dono como em historinhas em que é o astro principal, dialogando com outros cães e até com pedras. Bidu é o símbolo da empresa de Mauricio, a Mauricio de Sousa Produções. Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos Quadrinhos e no primeiro número da revista Saiba Mais, no entanto, é revelado que a primeira criação do Mauricio foi um personagem super-herói chamado “Capitão Picolé”.
Junto dos desenhistas como Gedeone Malagola, Ely Barbosa, Júlio Shimamoto integrou a Associação de Desenhistas de São Paulo (ADESP), a ADESP tinha como bandeira a nacionalização das histórias em quadrinhos, Mauricio chegou a ser presidente da associação, com a instalação da Ditadura Militar, saiu da associação, alegando que estava ganhando conotação política.

folhinhaEm 1963, Mauricio de Sousa cria junto com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, Tia Lenita, a Folhinha de S. Paulo. Sua personagem Mônica foi criada neste ano. A Folhinha não se parecia com nenhum desses suplementos que circulam nos jornais de hoje — todos, ainda assim, derivados dela. Pois aquilo era uma festa para os olhos: da primeira à última página, o jornalzinho era fartamente ilustrado com os personagens da Turma.

As tiras de Mauricio eram publicadas na Folha (Bidu, Franjinha e Cebolinha) e no Diário da Noite (Astronauta, Piteco, Zé da Roça & Hiro). Pois foi com esses personagens que o quadrinista lançou, em 1966, pela Editora FTD, três livros ilustrados. Em crônica publicada no site da Turma, há muitos anos, Mauricio colocou a intenção de republicar esses livros.

livros da FTD

Em 1987, passou a ilustrar o recém-criado suplemento infantil d’O Estado de S. Paulo, o Estadinho, que até hoje publica tiras da Turma da Mônica.
Mauricio montou uma grande equipe de desenhistas e roteiristas e depois de algum tempo passou a desenhar somente as histórias de Horácio, o dinossauro.
Mauricio não teve a vida fácil, sempre teve que batalhar muito, tanto para terminar os estudos quanto para ajudar na sobrevivência da família. Durante muito tempo o sonho de criar algo original no desenho foi deixado de lado, mas o sonho nunca desapareceu. Inspirado pelo conselho do pai que dizia para ele desenhar de manhã e administrar os negócios à tarde, tornou-se um homem extremamente disciplinado, até um tanto pragmático, admite ele. E esse é, sem dúvida, um dos segredos para o sucesso da revista Turma da Mônica.

Pai de dez filhos (Maurício Spada, Mônica, Magali, Mariângela, Vanda, Valéria, Marina, Mauricio Takeda, Mauro Takeda e Marcelo Pereira), além de criar personagens baseados em seus amigos de infância, Mauricio sempre criou personagens baseados em seus filhos, tais como: Mônica, Magali, Marina, Maria Cebolinha (inspirada na Mariângela), Nimbus (em Mauro), Do Contra (em Mauricio Takeda), Vanda, Valéria e Dr. Spada.
filhos de Mauricio de Sousa
Quase toda a turminha foi inspirada em pessoas reais. Nove dos inúmeros personagens de Mauricio foram baseados na personalidade de nove dos seus dez filhos, pois o filho caçula de 13 anos achou que seria um “mico” ter um HQ seu atualmente. Os personagens principais como Mônica e Magali foram inspirados na personalidade de suas filhas. Mauricio diz que a melhor maneira de criar uma história infantil é observando as crianças ao redor e fazendo parte de seu mundo, e nada melhor do que fazer isso com seus próprios filhos. Com esse pensamento, até o nome de seus filhos foram escolhidos meticulosamente para soar bem em futuros quadrinhos. Ele observava a personalidade dos bebês e já conseguia sentir como seriam. A Mônica ele diz que desde bebê era muito impetuosa na maneira de exigir as primeiras coisas de sua vida, por isso deu-lhe um nome com tônica forte. Já Magali, chegou ao mundo bastante meiga e carinhosa, por isso deu-lhe um nome com soar mais musical.

Alguns de seus filhos que viraram personagens passaram a trabalhar com Mauricio:

• Mônica: Responsável pela divisão comercial de alimentos e produtos licenciados.
• Magali: Colabora como roteirista.
• Marina: Ajuda na criação de novas histórias.

Os quadrinhos de Mauricio de Sousa têm fama internacional, tendo sido adaptados para o cinema, para a televisão e para os vídeo games, além de terem sido licenciados para comércio em uma série de produtos com a marca das personagens. Há inclusive o parque temático da Turma da Mônica, o Parque da Mônica, localizado em São Paulo. Já existiu também o Parque da Mônica de Curitiba, aberto em 1998 e fechado em 2000 e o do Rio de Janeiro, fechado no início de 2005.

Monica anos 70De 1970 — quando foi lançada a revista Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares — a 1986, as revistas de Mauricio foram publicadas na editora Abril, porém a partir de janeiro de 1987 foram publicadas pela editora Globo, em conjunto com os estúdios Mauricio de Sousa. Após vinte anos de editora Globo, todos os títulos da Turma da Mônica passaram, a partir de janeiro de 2007, para a multinacional Panini, que detinha, na data, os direitos das publicações dos super-heróis da Marvel e DC Comics.
E foi em 2007, por ocasião da morte do dono da Folha de S.Paulo, que Mauricio fez uma revelação bombástica para os colecionadores de seus gibis. Na crônica em que presta homenagem a Octavio Frias, afirmou que o jornal chegou a planejar o lançamento de revistas em quadrinhos com seus personagens, ‘que seriam rodadas na mesmas impressora do jornal. Chegaram a imprimir alguns exemplares, inclusive. Mas essa experiência não foi adiante… na Folha’.
Em 2007 Mauricio de Sousa foi homenageado pela escola de samba Unidos do Peruche com o enredo “Com Mauricio de Sousa a Unidos do Peruche abre alas, abre livros, abre mentes e faz sonhar”.
No dia 13 de maio de 2011, Mauricio tomou posse na Academia Paulista de Letras, ocupando a cadeira 24, que anteriormente era ocupada pelo poeta Geraldo de Camargo Vidigal, tornando-se assim o primeiro quadrinista a ser empossado por esta Academia.
Mauricio é são-paulino, por influência do seu pai, a ponto de, no fim dos anos 50, ter perdido uma aposta para um corinthiano, quando foi obrigado a raspar a cabeça.

CRONICA 292 DO MAURÍCIO DE SOUSA
OCTAVIO FRIAS – O PADRINHO DA TURMA DA MONICA

Octavio Frias

Em 2007, meu amigo Octavio Frias de Oliveira foi embora. Mas deixou uma partezinha da sua história para eu contar. E não é inventada, como nos quadrinhos. Aconteceu mesmo, meio como um conto de fadas.

Começou quando resolvi sair de Mogi das Cruzes para montar um estúdio em São Paulo, no começo dos anos 60. As tiras do Bidu e do Cebolinha já eram publicadas na Folha, mas era muito difícil enviar quase todo dia os desenhos originais para a redação. Eu ainda não tinha equipe e desenhava aos poucos. Terminava e mandava. Era um trabalhão.

Fora o transporte sofrível entre Mogi e São Paulo, tanto de ônibus quanto de trens. Naturalmente, carro ainda era um sonho distante. Por isso, a mudança de endereço era super-necessária. Encontrei um bom apartamento para alugar na Alameda Glete, praticamente ao lado da Folha. Uma maravilha de local. Era desenhar e chegar à redação, a pé, em poucos minutos.

Mas aí surgiu um problema inesperado: a imobiliária me pediu um fiador. Eu não tinha amigos proprietários em São Paulo. Estava para perder o imóvel quando resolvi falar com os diretores-proprietários da Folha: Frias e Caldeira (Carlos Caldeira Filho), que era como os chamávamos à distância. Ouviram-me atenciosamente, comentaram sobre os meus quadrinhos, de como os leitores estavam aceitando bem a turminha que nascia e resolveram me ajudar.

Frias pediu que Caldeira ligasse para um publicitário, dono da agência Norton, e solicitasse a fiança, já que os estatutos da Folha os impediam de fazê-lo.

E lá fui eu com um bilhete do Caldeira e o contrato de locação nas mãos procurar pelo publicitário Geraldo Alonzo, que me atendeu pronta e gentilmente.

Eu estava, finalmente, com os pés num bom local para instalar estúdio e moradia. E ali comecei a formar minha equipe de auxiliares. Um dos quais trabalha comigo até hoje, o Sergio Tibúrcio Graciano. Os tempos correram, a turminha foi aumentando, vieram a Mônica, Piteco, Jotalhão, Horácio… e a equipe também foi aumentando. As dimensões do apartamento/estúdio já não bastavam.

Foi quando percebi um pequeno prédio recém-terminado, ao lado da Folha, abrindo-se para a venda de salas e andares. Procurei o corretor e ousei propor a compra de quatro salas – que é até onde eu podia ir. Assinei os papéis de compromisso de compra e fui almoçar.

Logo depois do almoço, o corretor que havia me atendido me procurou, esbaforido, para eu desistir do negócio. A diretoria da Folha resolvera comprar todo o edifício. E meu compromisso de compra poderia atrapalhar o negócio. Fiquei contrariado. Iria perder o local ideal para trabalhar com o jornal?

Não me conformei e fui falar com o Frias. Ele me atendeu muito gentilmente, como sempre (não sem antes eu passar por um longo e usual “chá de cadeira” proporcionado pela sua fiel secretária). Expliquei a situação e ele me propôs, então, uma solução que poderia resolver o impasse: eu desistiria da compra e ele me cederia meio andar do prédio (o dobro do que eu estava tentando comprar) durante o tempo que precisasse, sem cobrar aluguel, luz, água, telefone, para me ajudar no início de carreira. E também porque não precisava de todas as dependências do prédio.

Saí maravilhado. Era coisa de pai para filho. E assim foi. Durante muitos anos.

Graças a essa gentileza pessoal e econômica do velho Frias, sempre em concordância com o sócio Caldeira, pude apressar a montagem da equipe, desenvolver a redistribuição de material para outros jornais, criar a Folhinha de S.Paulo, produzir e distribuir suplementos coloridos (o Jornalzinho da Mônica) que eu enviava já impressos para todo o Brasil. Até chegar a quase 300 jornais com nossas historinhas.
Só faltava revista de banca.

Até mesmo nesse segmento quase fui atendido pela Folha. Planejaram o lançamento de revistas em quadrinhos com nossos personagens, que seriam rodadas na mesmas impressora do jornal. Chegaram a imprimir alguns exemplares, inclusive. Mas essa experiência não foi adiante… na Folha.

Aconteceu logo depois, mas na Editora Abril, que lançou a revista Mônica em 1970.

E nossa história com a Folha foi se desenvolvendo mais alguns anos até ocuparmos dois andares do pequeno prédio. A demanda crescia. E eu já pagava alguns dos custos da nossa ocupação. Agora eu podia.

Então, mudou a direção do jornal. O filho substituiu o pai. E chegou o dia em que me pediram para desocupar a área. A Folha também crescera. Agora, precisava do prédio todo. Terminara nossa longa e proveitosa ligação com o grande jornal. Inesquecível e vital nos primeiros anos do nosso estúdio.

O velho Frias tinha feito sua parte. Entrou para a história da Turma da Mônica como um benemérito.

Personagens

Mauricio criou vários universos de personagens. Assim como a Turma da Mônica, também é possível classificar esses universos como “turmas” de alguma personagem.

Turma da Mônica – a turma original de crianças

Mônica • Cebolinha • Cascão • Magali • Xaveco • Franjinha • Capitão Feio • Denise • Anjinho • Dudu • Marina • Carminha Frufru • Do Contra • Nimbus • Titi • Aninha • Jeremias • Cascuda • Quinzinho • Xabéu • Humberto • Manezinho • Luca • Dorinha • Bloguinho • Zé Luís • Teveluisão • Tikara • Keika • Seu Juca • Nico Demo • Massaro • Alfacinha

Turma do Chico Bento
– uma turma de crianças vivendo num meio rural, típico de cidades pequenas no interior do Brasil

Chico Bento • Rosinha • Zé Lelé • Zé da Roça • Hiro • Primo Zeca • Nhô Lau • Dona Marocas • Giselda • Teobaldo • Vó Dita • Padre Lino • Genesinho • Maria Cafufa

Mônica e Chico Bento

Turma do Bidu – personagens são animais de estimação (cachorros, gatos, etc.), com uso pesado de meta-linguagem (Bidu constantemente se envolve em dialogos com o ‘Desenhista’ da história)

Bidu • Bugu • Manfredo • Zé Esquecido • Duque • Mister B

Turma da Tina – adolescentes, envolvidos com faculdade, paqueras, etc.

Tina • Rolo • Pipa • Zecão • Toneco • Vovoca • Baixinho • Jaime

bidu e tina

Turma do Penadinho – Aventuras cômicas com personagens típicos de histórias de terror (como um fantasma, um vampiro, um lobisomem, uma múmia e a própria Morte), no cemitério onde moram.

Penadinho • Dona Morte • Zé Vampir • Frank • Lobi • Cranicola • Muminho • Zé Caveirinha • Alminha • Zé Cremadinho

Horácio (1963)– um pequeno dinossauro órfão, de grande coração. Diz-se que, através de Horácio, Mauricio expressa sua moral e ética.

Horácio • Lucinda • Tecodonte • Napões • Mamute Antão • Brontossauro • Simone • Pterodáctilo Alfredo

Turma do Piteco – personagens adultas (mas histórias ainda infantis) numa pré-história estilizada (com homens caçando dinossauros para se alimentar, por exemplo)

Piteco • Thuga • Bolota • Dino • Ogra

Penadinho

Astronauta (1975)– um aventureiro espacial solitário que utiliza uma nave redonda. Note que é um astronauta brasileiro, de um fictício órgão chamado Brasa.

Astronauta • Ritinha • Computador

Turma da Mata – grupo de animais selvagens (africanos e brasileiros) antropomorfizados, vivendo num reino de um Leão.
Jotalhão • Rita Najura • Raposão • Coelho Caolho • Luís Caixeiro • Rei Leonino

Papa-Capim (1975)– um índio brasileiro ainda criança (curumim), vivendo numa taba provavelmente na Amazônia.

Papa-Capim • Cafuné • Jurema • Pajé • Cacique Ubiraci

Nico Demo (1966) – um garoto sarcástico e malvado, o contrário dos outros personagens.

astronauta

Turma do Pelezinho – uma outra turma de crianças com histórias sempre envolvendo o tema do Futebol com o personagem principal sendo o próprio Pelé, Edson Arantes do Nascimento. A revista circulou na década de 1970, assim como as tiras que saíam diariamente na Folha;

Turma do Dieguito – inspirada em Diego Maradona, a pedido pessoal do próprio a Mauricio, inspirado pelo sucesso de Pelezinho, em 1982. Séries inteiras de tiras, destinadas ao público argentino, todavia, jamais seriam publicadas e o projeto seria congelado em razão das transferências clubísticas de Maradona e de seus problemas pessoais, estando atualmente nos arquivos da Mauricio de Sousa Produções e com a família do jogador. O personagem só seria apresentado em 2005, em uma animação para o programa televisivo que Maradona apresentava. Nela, Dieguito jogava bola com Pelezinho.

pelé e diego

Ronaldinho Gaúcho, inspirado no também jogador de futebol Ronaldo de Assis Moreira. A revista foi lançada pelo cartunista em 28 de dezembro de 2005, em Porto Alegre, em evento que contou com a presença do craque gaúcho. O personagem tem as cores da bandeira brasileira: amarelo (camisa), verde (calção), branco (meias) e azul (chuteira), como também, a exemplo do jogador na vida real, usa um pingente com a letra R. Sua turma, que contracena com a Turma da Mônica, inclui sua mãe e os irmãos Daisy e Assis.

Ronaldo, o Fenômeno – inspirado em Ronaldo Luís Nazário de Lima, tal qual a Turma do Dieguito, as tiras de Ronaldo jamais foram publicadas

Turma da Mônica Jovem (2008) – a turma original de crianças, mas eles cresceram e agora tem 15 anos, eles mudam um pouco o Cebolinha agora tem cabelo e não fala errado, a Mônica não corre atras dos meninos com o coelhinho, a Magali não é mais a menina comilona e o Cascão toma banho. Apesar dessas diferenças eles continuam a se meter em confusões super divertidas.

Ronaldiinho

MSP 50Para comemorar os 50 anos das HQs do Mauricio de Sousa, Sidney Gusman [editor do Universo HQ] convidou 50 quadrinhistas brasileiros [dos melhores] pra cada um criar uma HQ usando personagens da Turma da Mônica. Pronto! Foi o passo inicial pra realização do sonho de praticamente todas as crianças [inclusive as que já estão grandinhas] que leem ou já leram os gibis da turma.
Entre os 50 nomes que participaram, estão Ziraldo, Laerte, Angeli, Spacca, Gabriel Bá, Fábio Moon, Fernando Gonsales, José Aguiar, Fido Nesti, Ivan Reis, Jean Galvão, Lelis e Samuel Casal.
No álbum de 2010, estiveram presentes nomes como Mozart Couto, André Kitagawa, Beto Nicácio, Allan Sieber, Eduardo Medeiros, Rogério Vilela, Roger Cruz, Rafael Grampá, Mateus Santolouco, Rafael Albuquerque, Rafael Coutinho, entre outros.
MSP 50 Novos Artistas (Panini Comics) é o terceiro e último álbum da bem sucedida série que prestou homenagem aos personagens criados por Mauricio de Sousa.
Fecha a trilogia de homenagem ao criador de personagens memoráveis nos quadrinhos brasileiros, não só com a Turma da Mônica, mas também com personagens como Horácio, Piteco, Jotalhão e Astronauta – comparecem nomes como Rogério Coelho, Mike Deodato, Adão Iturrusgarai, Ed Benes, Daniel Bueno, Aluir Amâncio, João Montanaro, Paulo Visgueiro, Luciano Irrthum, Rael Lyra, Luciana Vasconcelos, Felipe Massafera, Galvão, Hector Lima e George Schall, Samanta Floor e João Felippe.

Referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mauricio_de_Sousa
http://www.monica.com.br/mauricio/fwelcome.htm

2 Comentários Conheça Mauricio de Sousa

  1. H Salgado

    Sou colecionadora das revistas do Maurício de Sousa. Tenho praticamente todas as edições.
    Lamento somente de não receber as revistas promocionais juntamente com as assinaturas. Por isso, fico ‘garimpando’ na internet para encontrar as edições que ainda faltam na minha coleção de mais de 5000 números.

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