Faleceu Eddy Paape, criador de Luc Orient

Desenhista faleceu aos 91 anos em Bruxelas, na Bélgica

Morreu Eddy Paape aos 91 anos

O desenhista Eddy Paape faleceu em 12 de maio, em Bruxelas, na Bélgica, aos 91 anos. A morte do artista foi divulgada pela editora Lombard (http://www.lelombard.com/ ). Ele era conhecido por seu trabalho nas séries Luc Orient e Marc Dacier.
Edouard Paape nasceu em 3 de julho de 1920, em Grivegnée (atualmente um subúrbio de Liège), na Bélgica. Quando garoto, estudou desenho e artes na ECAM – École Centrale de Arts et Métiers (Escola Central de Artes e Ofícios). Aos 15 anos, entrou no famoso Instituto Saint-Luc, por onde passaram nomes como Hergé e André Franquin. Foi nesta escola que Paape conheceu Franquin.
Em 1942, durante a ocupação da Bélgica pelas forças alemãs na Segunda Guerra Mundial, Paape começou a trabalhar com animação na CBA – Compagnie Belge d’Actualités. O CBA era um estúdio com atividades clandestinas, em Liège, com ligações com a resistência. Nessa época, ele adotou o nome artístico Eddy Paape.
Foi neste estúdio que ele veio a conhecer Peyo (criador dos Smurfs), André Franquin (desenhista de Spirou e criador de Gaston Lagaffe) e Morris (autor de Lucky Luke). O trio o incentivou a trabalhar com quadrinhos.
Quando o estúdio estava para fechar, em 1945, Paape passou a desenhar capas e pequenas HQs para a editora Dupuis (http://www.dupuis.com/lang.html ). Nesse período aconteceu sua colaboração com o desenhista Jijé, em Emmanuel.


Em 1969, Paape voltou ao Instituto Saint-Luc, com o apoio de Hergé, para criar um curso de História em Quadrinhos. Ele permaneceu na escola até 1975.
Outros trabalhos importantes de Paape incluem Jeux de Toah, uma colaboração com André-Paul Duchâteau, publicada em 1969; Tommy Banco, duas aventuras escritas por Greg, lançadas em 1970; e Yorik des Tempêtes, álbum em parceria com Duchatêau, de 1971.
Paape e Greg voltariam a trabalhar juntos em Johnny Congo, uma aventura em dois volumes (La Rivière Écarlate e La Fléche des Ténèbres), das edições Lefrancq, lançados em 1992 e 1993.
Em 2001, o CBBD – Centre Belge de La Bande Dessinée e os Correios da Bélgica prestaram uma homenagem a Paape, com o livro Eddy Paape a des Lettres, publicado por ocasião do lançamento do selo ilustrado por Paape, Philatélie de Jeunesse 2001 – Eddy Paape.
O escritor Alain de Kuyssche publicou, em 2008, Eddy Paape – La passion de la page d’après (edições Le Lombard), um livro sobre a carreira e a obra do artista.

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