DC comics reiniciará todas as suas revistas em quadrinho no número 1

Para atrair audiência, a DC comics passará por uma ousada reformulação a partir de Agosto.

Aos 76 anos de idade a DC Comics vai passar por uma ousada reformulação. Para atrair a audiência do século XXI, a editora vai reiniciar a história de suas revistas em quadrinhos, trazendo todas de volta ao “número 1” e também apostará na distribuição digital de seu conteúdo.

A escolhida para dar início ao projeto foi a “Liga da Justiça”, que será lançada no dia 31 de agosto, com roteiro de Geoff Johns e arte de Jim Lee. Os dois nunca trabalharam juntos, mas são considerados ícones do universo dos quadrinhos.

A ideia é dar uma visão contemporânea à equipe de super-heróis, que voltará a sua formação clássica com Batman, Super-Homem, Lanterna Verde, Flash, Mulher-Maravilha e Aquaman. Em entrevista ao USA Today, Johns afirmou que pretende focar nos relacionamentos entre os super-heróis.

“Qual o aspecto humano por trás das fantasias? É isso que eu quero explorar”, disse ele.
Revistas serão lançadas nas bancas e em formato digital
A revolução vai deixar o catálogo da editora com 52 HQs, sendo que algumas deixarão de existir e outras serão criadas. As outras 51 revistas farão sua estreia em setembro. Muitas das fantasias foram recriadas por Jim Lee para dar um ar mais moderno aos personagens.

Além disso, a partir de agosto todas as revistas da DC serão lançadas em formato digital no mesmo dia em que a revistinha chegar às bancas de jornal. Será possível comprar as revistas por um aplicativo e no site da DC. No dia 31 de agosto serão publicadas apenas a “Liga da Justiça nº 1” e a edição final da saga “Flashpoint”.

“Pessoas que nunca compraram revistas em quadrinhos poderão baixá-las em seus aparelhos portáteis e dar uma olhada. Dar às pessoas acesso a essas histórias com um clique fará com que tenhamos novos leitores”, acredita Jim Lee.

Além dos desafios criados pela internet, a DC vem enfrentando também uma longa “freguesia” contra a sua principal rival: a empresa fica atrás da Marvel em vendas nos EUA desde 2002.
Recriar universos não é nenhuma novidade no mundo dos quadrinhos e a própria DC já fez isso algumas vezes. Em 1986 a editora publicou a saga “Crise nas Infinitas Terras”, com eventos que repercutiram na história de seus personagens mais populares. A principal intenção da série foi acabar com o conceito de “multiverso” no mundo DC, que tinha na época várias Terras paralelas, o que causava enorme confusão entre os leitores.

Diante da queda de vendas, em 1993 a DC lançou a saga “A morte do Super-Homem”, alcançando imenso sucesso. Ao enfrentar o monstro Apocalipse, Clark Kent morre nas ruas de Metrópolis. Quatro sujeitos surgem clamando o lugar do herói, mas um tempo depois descobre-se que ele não havia morrido, estava apenas muito debilitado. Essa história foi contada no “Retorno do Superman” e a DC vendeu mais um bocado de revistas.

O Batman também se viu envolvido numa grande reformulação, no início da década de 1990. Bruce Wayne ficou paraplégico após enfrentar o vilão Bane e acabou substituído por Azrael, mas não por muito tempo, é claro…

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