Três brasileiros ganham Eisner Awards, o “Oscar dos quadrinhos”

Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Albuquerque foram os premiados

Premio Eisner 2011
No dia 23 de julho foi de festa para os brasileiros na San Diego Comic Con. Fábio Moon, Gabriel Bá e Rafael Albuquerque saíram vencedores do prêmio Eisner, o Oscar dos quadrinhos. Enquanto Albuquerque ganhou na categoria “Melhor Nova Série” por “Vampiro Americano” – HQ publicada no Brasil na revista “Vertigo”, da Panini -, Moon e Bá levaram a estatueta em “Melhor Minissérie” (ou série limitada) por “Daytripper“, que será publicada no segundo semestre em nosso país, pela mesma Panini. Este é o quarto Eisner que os brasileiros conquistam

Os gêmeos já haviam subido ao pódio em 2008 para receber, cada um, dois Eisner: “Melhor HQ Digital” (Moon, por “Sugarshock!”), “Melhor Minissérie” (Bá, por “The Umbrella Academy: Apocalypse Suite“) e “Melhor Antologia”, para ambos, por “5”, HQ independente produzida com os amigos Rafael Grampá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos.

“Vampiro Americano” traz arte de Albuquerque para roteiro de Scott Snyder com o escritor Stephen King. Já “Daytripper”, que conta a história de um jornalista brasileiro de obituários, chamado Brás de Oliva Domingos, tem apenas Moon e Bá na produção e é a HQ mais autoral e importante publicada pela dupla nos EUA. Cada edição conta uma fase de sua vida, desde bebê até velho, passando pelas dificuldades de lidar com seu pai, um escritor famoso.  A HQ liderou a lista dos mais vendidos em março feita pelo jornal “The New York Times”
“Eu amo quadrinhos… tudo o que eu sempre quis foi fazer histórias em quadrinhos”, declarou no palco um Fabio Moon ainda atônito com a vitória pela antologia. Já recomposto, Bá continou: “A gente vem do Brasil para cá há 12 anos e me lembro que, na primeira vez, o Frank Miller fez um discurso que dizia entre outras coisas: você pode fazer mais. E é isso que a gente vem tentando fazer desde então, mais e melhor”.
Aplaudidos com entusiasmo pelo público, os brasileiros viraram o assunto da noite, citados por nomes como Jerry Robinson, escritor veterano de “Batman“, que se disse “feliz de ver os meninos do Brasil aqui”, e o escritor da DC Comics Brad Meltzer, que dedicou seu prêmio “não aos heróis, mas àqueles que tentam; a todos os nerds, geeks e loosers, e a caras como os autores do Brasil, que continuaram tentando”.

Daytripper, American Vampire e The Umbrella Academy

Veja abaixo a lista completa de vencedores:

Melhor HQ curta

“Post Mortem,” de Greg Rucka e Michael Lark, em “I Am an Avenger #2″(Marvel)

Melhor edição (ou especial)

“Hellboy: Double Feature of Evil”, de Mike Mignola e Richard Corben (Dark Horse)

Melhor série

“Chew”, de John Layman e Rob Guillory (Image)

Melhor minissérie

“Daytripper”, de Fábio Moon e Gabriel Bá (Vertigo/DC)

Melhor série nova

“American Vampire”, de Scott Snyder, Stephen King e Rafael Albuquerque (Vertigo/DC)

Melhor publicação infantil

“Tiny Titans”, de Art Baltazar e Franco (DC)

Melhor publicação juvenil

“Smile”, de Raina Telgemeier (Scholastic Graphix)

Melhor publicação de humor

“I Thought You Would Be Funnier”, de Shannon Wheeler (BOOM!)

Melhor antologia

“Mouse Guard: Legends of the Guard”, editada por Paul Morrissey e David Petersen (Archaia)

Melhor HQ digital

“Abominable Charles Christopher”, de Karl Kerschl, www.abominable.cc

Melhor obra baseada em fatos reais

“It Was the War of the Trenches”, de Jacques Tardi (Fantagraphics)

Melhor álbum gráfico – inédito

“Return of the Dapper Men”, de Jim McCann e Janet Lee (Archaia)
“Wilson”, de Daniel Clowes (Drawn & Quarterly)

Melhor álbum gráfico – republicação

“Wednesday Comics”, editada por Mark Chiarello (DC)

Melhor adaptação

“The Marvelous Land of Oz”, de L. Frank Baum, adaptada por Eric Shanower e Skottie Young (Marvel)

Melhor projeto/coleção arquivo – tiras

“Archie: The Complete Daily Newspaper Strips, 1946–1948”, de Bob Montana, editada por Greg Goldstein (IDW)

Melhor projeto/coleção arquivo – HQs

“Dave Stevens’ The Rocketeer Artist’s Edition”, editada por Scott Dunbier (IDW)

Melhor edição norte-americana de HQ estrangeira

“It Was the War of the Trenches”, Jacques Tardi (Fantagraphics)

Melhor edição norte-americana de HQ estrangeira – Ásia

“Naoki Urasawa’s 20th Century Boys”, Naoki Urasawa (VIZ Media)

Melhor escritor

Joe Hill, “Lock & Key” (IDW)

Melhor escritor/ilustrador

Darwyn Cooke, “Richard Stark’s Parker: The Outfit” (IDW)

Melhor desenhista/arte-finalista ou dupla desenhista/arte-finalista

Skottie Young, “The Marvelous Land of Oz” (Marvel)

Melhor pintor ou artista multimídia (arte interna)

Juanjo Guarnido, “Blacksad” (Dark Horse)

Melhor artista de capa

Mike Mignola, “Hellboy”, “Baltimore: The Plague Ships” (Dark Horse)

Melhor colorista

Dave Stewart, “Hellboy”, “BPRD”, “Baltimore”, “Let Me In” (Dark Horse); “Detective Comics” (DC); “Neil Young’s Greendale”, “Daytripper”, “Joe the Barbarian” (Vertigo/DC)

Melhor letrista

Todd Klein, “Fables”, “The Unwritten”, “Joe the Barbarian”, “iZombie” (Vertigo/DC); “Tom Strong and the Robots of Doom” (WildStorm/DC); “SHIELD” (Marvel); “Driver for the Dead” (Radical)

Melhor material jornalístico relacionado a quadrinhos

“ComicBookResources”, produced by Jonah Weiland – www.comicbookresources.com

Melhor livro relacionado a quadrinhos

“75 Years of DC Comics: The Art of Modern Mythmaking”, by Paul Levitz (TASCHEN)

Melhor publicação de design

“Dave Stevens’ The Rocketeer Artist’s Edition”, designed by Randall Dahlk (IDW)

Referência: O Globo / Gibizada